O fotoenvelhecimento precoce da pele atinge muito mais do que a face: pescoço e colo podem ser incluídos.

De forma geral, todos os agentes que colaboram para o surgimento das rugas no rosto também agem no pescoço, mas essa é uma área que é esquecida na hora de passar o creme hidratante e fotoprotetor.

“O pescoço é uma região de pele muito fina, praticamente sem glândulas sebáceas, com espessura próxima a 2mm, pouco hidratada e que tem grande movimentação natural pela própria dinâmica da região. A área, quase sempre esquecida mesmo para quem tem o hábito de cuidar do rosto, nem sempre é tratada como deveria”, ressalta a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.








“Além da própria característica local, há agressões ambientais como água quente, frio, poluição, ar condicionado, sol, vento e o uso de perfumes contendo álcool, e bijuterias que podem causar hipersensibilidade local e alergias, além de tudo isso provocar ainda mais ressecamento, vermelhidão e mudança da textura da região”, completa.

“Esse processo pode deixar a pele mais suscetível ao aparecimento de rugas, manchas e flacidez, fatores relacionados ao envelhecimento precoce”, explica Mika Yamaguchi, farmacêutica e diretora científica da Biotec Dermocosméticos.

A dermatologista ainda analisa que a genética do tecido cutâneo local do pescoço, assim como a anatomia da região, pode revelar uma tendência a acumular gordura no subcutâneo submandibular (abaixo do queixo). “Isso provoca o famoso queixo duplo e a papada ou ainda flacidez da musculatura”, explica.

Por conta de todos os outros fatores e pela ação da gravidade, o pescoço pode, de acordo com a dermatologista, adquirir o aspecto de duas bandas mais flácidas na região central — o que provoca o efeito de “pescoço de peru”.

De acordo com a dermatologista, todos esses problemas podem ser evitados com cuidados básicos diários, principalmente orientação dermatológica.