A EMTU que tenta enganar a população da região de Campinas e enrola com o Consórcio desde 2014

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 12 de Janeiro de 2017 às 17:36

A EMTU, empresa do Governo do Estado responsável pela concessão das linhas de ônibus intermunicipais nas regiões metropolitanas de São Paulo, trata a Região de Campinas com um enorme descaso. Na certeza de que não acontecerá nada, os funcionários de determinadas empresas de ônibus que fazem trajetos entre as cidades da região acabam sofrendo com salários atrasados, benefícios não pagos e vários outros problemas.

Em 2014 foi feita a licitação dessas linhas e quem ganhou foi o Consórcio Bus+. Um consórcio é um conjunto de empresas, mais fácil para a EMTU lidar pois assim ela não precisa conversar empresa por empresa, ela conversa diretamente com o consórcio e uma determinada mudança já se aplica automaticamente a todas às empresas que fazem parte dele. As empresas que fazem parte do Consórcio Bus+ são: Jota Jota, Campestre, Metrópolis, Fênix, Salamanca e Capellini. A Jota Jota e a Campestre têm apenas 1 linha cada. A Fênix tem três linhas, a Metrópolis outras 4, a Salamanca tem duas e a mais de uma centena das outras linhas são todas da Capellini. Ou seja, o comando do consórcio é da Capellini.

Curiosamente desde então o tal do consórcio não começou a operar. E curiosamente também o nome “Auto Viação Ouro Verde” sumiram dos ônibus da empresa desde 2015. É a agora chamada “Viação Sem Nome”. A EMTU, cada hora arruma uma desculpa. Já fez vários cronogramas que não foram cumpridos. Quando acontece uma greve, a EMTU se aproveita disso e fala: a empresa grevista será trocada pelo Consórcio Bus+ em dois meses. E assim por diante vai postergando. Alguns funcionários da Viação Boa Vista já trabalham no Terminal Metropolitano de Campinas com o crachá da Capellini. Na verdade, a Capellini é a reunião das empresas Boa Vista, Ouro Verde, VB e Rápido Luxo Campinas, que continuarão circulando com os mesmos ônibus e com os mesmos funcionários, apenas com o nome trocado na lateral de cada veículo. Só que isso até agora, não aconteceu.

Nem a bilhetagem eletrônica foi totalmente efetivada ainda. Apenas alguns cartões vale-transporte já foram emitidos no novo padrão. O ponto crucial que “adia” a “entrada” do “novo” consórcio é a renovação de frota. Os veículos da Boa Vista e da Rápido Luxo em sua maioria já estão beirando os dez anos de uso. Na Ouro Verde sua frota completa cinco anos agora em 2017, assim como a da VB. A média da idade da frota tem que ser cinco anos no máximo. Se as demais empresas comprassem 100% de veículos zero-quilômetro, não seria suficiente para baixar essa idade tão alta, já que não dá nem 30 ônibus, ante os mais de 400 da Capellini. A frota nova não chega, e o “consórcio” não “entra”.

Vejam abaixo algumas matérias publicadas na imprensa nos últimos dois anos. A EMTU cada hora fala uma coisa, e isso já vem irritando a população há algum tempo pois ela sempre se esquiva das responsabilidades. Agora, se a Ouro Verde pára por falta de pagamento, e ela só vai mudar de nome para Capellini, vai resolver os problemas dos salários? Claro que não. Por isso, atrasando o pagamento ou não, ela vai continuar circulando, já que foi ela mesmo que ganhou a licitação. Com outro nome, mas ganhou.
Apesar de a Capellini ser uma “nova” empresa, com CNPJ diferente das atuais, ou seja, oficialmente é mesmo uma nova empresa, os problemas permanecerão os mesmos.

Agora abaixo, vejam como a EMTU se contradiz. Ou ela tem uma assessoria de imprensa muito ruim, ou acha que o povo da região de Campinas é trouxa.

Aqui o Governo do Estado já fala do início gradual das empresas do Consórcio, em 2014.

No Relatório de Atividades de 2015, fala da bilhetagem que não aconteceu ainda.

Já nessa matéria fala de um serviço para Viracopos que nunca saiu do papel e fala do início do Consórcio, que também não aconteceu.

Documento dá data para início do Consórcio nas linhas da Ouro Verde. Uai, mas se a Ouro Verde não é do Consórcio, por que está o nome dela ali e não da Capellini?

Nesta notícia de um ano atrás, fala que o consórcio opera, e no mesmo texto que ainda não opera.

Aqui diz que o consórcio não foi avisado. Ora, se ele não opera ainda, por que deveria ser avisado?

Agora a RLC não faz parte do consórcio…

O aumento é pro Consórcio. Mas se ele ainda não está operando, como é pra ele?