A história dos transportes no Campo Grande – Parte VIII – Sai a TUGRAN, e entra a EMDEC, mas o serviço ainda não melhora

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 25 de setembro de 2017 às 19:39

O transporte na região do Campo Grande continuou o mesmo após a intervenção da prefeitura na TUGRAN, pois a frota continuava velha e insuficiente para atender toda a demanda.

Foi com isso que o então prefeito Jacó Bittar encontrou a oportunidade para pôr em prática uma de suas promessas, que era estatizar o sistema de transporte da cidade. Jacó “ressuscitou” uma das empresas municipais que estavam paralisadas há alguns anos e a reequipou para ir às ruas.





Esse é um dos CONDOR que foi comprado pela prefeitura, vindos da CMTC de São Paulo. Note que o veículo sequer tem placa (por ser bastante velho) e está com um adesivo “EMPRESA SOB INTERVENÇÃO” no pára-brisas, por conta de uma operação paulistana.




A EMDEC (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) havia sido criada no início da década de 70 para cuidar do planejamento da cidade e do seu crescimento estruturado futuro.

Ao longo de sua operação, a EMDEC ficou responsável por projetos em várias áreas que visavam o desenvolvimento sustentável da cidade.

No início dos anos 80 a empresa foi “paralisada” e suas atividades, encerradas.

O transporte ficava a cargo da SETRANSP (Secretaria de Transportes), que era responsável pela organização do sistema de ônibus, pela fiscalização e também por tudo que dizia respeito ao trânsito.

Durante o governo Jacó Bittar, essa atribuição continuou a cargo da SETRANSP, porém a EMDEC saía do ostracismo e voltava à vida da cidade, porém dessa vez com outro objetivo.

Poucos meses depois de ter assumido a administração e a operação da TUGRAN, a prefeitura anunciou que a própria administração municipal iria operar aquelas linhas através da recriação da EMDEC.

O objetivo a longo prazo era de assumir a operação de todas as linhas da cidade, ficando tudo a cargo da prefeitura, mas era apenas discurso.

Na prática, a operação da EMDEC na região do Campo Grande era uma parceria com a URCA: a frota seria compartilhada e a operação, por conta da prefeitura.

A prefeitura iniciou a operação na região com poucos ônibus, sendo a maior parte veículos da própria TUGRAN, apenas repintados com as cores branco e vermelho, e com o nome EMDEC em amarelo.

Dois meses após a intervenção, ou seja, em abril de 1989, o prefeito Jacó Bittar liberou a compra de 15 ônibus usados para iniciar uma melhora da frota.




Foram trazidos da CMTC de São Paulo veículos com carroceria Condor, fabricados entre os anos de 1981 e 1983, ou seja, com uma média de uso de 7 anos.

A frota começou a crescer mas ainda era insuficiente para atender toda a demanda crescente da região.

Logo depois, a EMDEC fecha a compra de um grande lote de ônibus zero-quilômetro, composto por 40 ônibus com carroceria Caio Padron Vitória e chassis Mercedes-Benz OH-1520 com motorização traseira, 20 ônibus convencionais com motorização dianteira e 3 ônibus articulados com carroceria Caio Padron Vitória e chassis Volvo B58.

O custo total da compra foi de Cr$ 1 bi (Um bilhão de cruzeiros).

Comenta-se que os ônibus articulados foram comprados pela URCA e cedidos para a EMDEC.

Com isso, a frota da empresa chegou a 93 veículos, quase o dobro do que era mantido pela TUGRAN.

Na próxima matéria, vamos comentar a operação da EMDEC na região do Campo Grande.