A história dos transportes no Campo Grande – Parte XI – VISCA melhora e piora as linhas

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 5 de novembro de 2017 às 12:10

A entrada da VISCA nas linhas da EMDEC, no início, trouxe melhorias ainda maiores para a região do Campo Grande, porém as linhas alimentadoras (linhas de bairro do Terminal Campo Grande) continuaram precárias. Na época da EMDEC essas linhas já eram operadas por veículos muito velhos e que constantemente quebravam, e isso continuou com a VISCA, tanto que a nova empresa levou vários ônibus mais velhos para operar nessas linhas, muitos deles que pertenciam à URCA e lá já eram bastante velhos.

Um dos cinco novos ônibus articulados comprados pela VISCA na época.

Houve uma época em que a imprensa campineira pegou muito no pé na operação dessas linhas por conta da precariedade do serviço prestado. Chegou a ser mostrado um ônibus que tinha um enorme buraco no assoalho próximo ao motor dianteiro, causando grande risco aos usuários. Apesar disso, não houve grandes mudanças e as linhas alimentadoras continuaram sendo depósito de ônibus velhos. A justificativa da VISCA era a de que a maior parte dos itinerários por onde esses veículos circulavam era sem asfalto, o que impossibilitava a colocação em operação de ônibus em melhores condições, tanto que os veículos estavam sempre muito sujos de terra.

Apesar disso, as linhas que iam para o Centro estavam operando com veículos novos, inclusive com os cinco ônibus articulados comprados especialmente para essa operação. Houve um outro lote, trazido usado de Curitiba, que também foi colocado para circular nas linhas do Campo Grande e do Itajaí. Nessa época a Avenida John Boyd Dunlop já estava quase que totalmente duplicada, com as obras avançando depois da região do Jardim Florence. Pouco tempo depois, as obras chegaram ao Terminal Campo Grande, levando um enorme alívio aos moradores da região que foi fruto de uma luta que perdurou por décadas.

A operação seguiu dessa forma até 1997, quando em novembro desse ano chegaram à cidade os perueiros. Várias vans clandestinas começaram a circular nas mesmas linhas dos ônibus e aí começou uma nova fase no transporte da região do Campo Grande. Enquanto a VISCA paralisou os investimentos, os perueiros avançavam bairros adentro, chegando a muitas comunidades que não eram atendidas por ônibus. O número de vans era muito maior que o de ônibus e houve uma grande transferência de passageiros de um modal para o outro. Na próxima parte, vamos comentar essa fase do transporte na região do Campo Grande.