A história dos transportes no Campo Grande – Parte XII – Perueiros chegam e rebaixam VISCA. Chega o Term. Itajaí

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 20 de novembro de 2017 às 11:55

As coisas seguem muito bem para os passageiros da região do Campo Grande e do Parque Itajaí que iam para o Centro, já que com a Avenida John Boyd Dunlop praticamente toda duplicada e com os novos ônibus da Viação Santa Catarina nesse trecho, a vida melhorou bastante, porém os itinerários sem asfalto dentro dos bairros faziam com que os trechos feitos pela empresa nas linhas alimentadoras continuassem precários.





Um dos novos ônibus comprados pela Viação Santa Catarina, já com a nova pintura da época, para circular nas linhas da EMDEC e da URCA, já que os itinerários do Parque Itajaí também foram repassados à VISCA.




Em 1997 a prefeitura tem novo mandatário, e a renovação de frota por parte da VISCA continua. Mais de duas dezenas de novos ônibus são entregues pela empresa e a idade média da frota cai drasticamente.

O então prefeito Francisco Amaral anuncia a construção de cinco mini-terminais na cidade: Vida Nova, Padre Anchieta, Carlos Lourenço, Vila União e Parque Itajaí.

São melhorias anunciadas para o setor de transportes mas essa lua-de-mel dura pouco.

Em novembro do mesmo ano a cidade é invadida por milhares de perueiros clandestinos que chegaram de todas as partes do país.

A região do Campo Grande recebeu um enorme número dessas vans que partiam de dentro dos bairros e iam diretamente para o Centro.

Isso gerou uma debandada de passageiros já que com uma van direta, sem a necessidade de fazer baldeação no Terminal Campo Grande, a maioria das pessoas preferiu correr esse risco.

Risco pois como se tratava de um transporte clandestino, feito em sua maioria com veículos em mau estado de conservação transitando em alta velocidade pela perigosa Avenida John Boyd Dunlop, os passageiros acabavam se arriscando para chegar mais cedo em casa ou mais rapidamente no trabalho ou na escola.

Em meio a isso estava em andamento um projeto de integração do transporte, que consistia em permitir que o passageiro pegasse uma linha de um grupo diferente dentro do período de 70 minutos sem a necessidade de pagar outra tarifa (esse assunto abordaremos futuramente), porém a tarifa aí já estava em R$ 1,15.

Os perueiros circulavam cobrando R$ 1,00.

Para fazer frente aos perueiros, a prefeitura aceitou acabar com essa integração porém rebaixou a tarifa dos ônibus também para R$ 1,00.




Com o número de passageiros em queda e cobrando uma tarifa que não era suficiente para cobrir os custos, as empresas deixaram de investir, principalmente a Viação Santa Catarina.

Diante desse cenário, a empresa levou vários ônibus novos embora da cidade, inclusive os articulados, e colocou ônibus usados velhos para circular no lugar.

O número de veículos da empresa circulando pela cidade diminuiu e a situação passou a ficar descontrolada.

O transporte na região do Campo Grande começou a piorar drasticamente e os perueiros continuavam ganhando dinheiro como nunca.

Em meio a isso a prefeitura inaugurou o Terminal Itajaí, construído aparentemente sem nenhum planejamento pois o mesmo localiza-se no final de várias linhas, ao invés de ser no início, o que configuraria a lógica da integração de bairro.

Na próxima parte vamos falar mais do Terminal Itajaí e da queda da Viação Santa Catarina.