A região de Campinas pode ficar sem água em 2035

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 21 de outubro de 2017 às 07:23

A primeira consulta pública sobre cenários futuros para revisão do Plano das Bacias PCJ (Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) mostrou que as cidades abastecidas por estes rios correm o risco de ficar sem água a partir de 2035.

A saída seria a construção e elaboração de são novas fontes de abastecimentos.

Segundo as projeções, atualmente, a bacia recebe 39,40 m³/s e passaria para 63 m³/s em 2035.

Como não há perspectiva de aumento de outros pontos com água, a Bacia PCJ corre sérios riscos.








Dentro dessa perspectiva, os técnicos que estão realizando os estudos da revisão do Plano das Bacias PCJ apontaram ainda que a situação mais crítica se dará na sub-bacia do Rio Jundiaí.

Para o Consórcio PCJ, a importância da construção dos reservatórios em Amparo e Pedreira se mostra cada vez maior.

Mas não é só.

O reservatório do Ribeirão Piraí, em Salto, é de extrema importância para a região de Salto e Indaiatuba, além de atender ao crescimento da demanda de água por conta da perspectiva de aumento das operações do Aeroporto Internacional de Viracopos e crescimento populacional da Região Metropolitana de Campinas, estimado em 5%.

Sobre o planejamento para épocas de seca, a Sanasa informou que já vem realizando ações preventivas desde a época da crise hídrica, em 2014/2015, tal como o aumento da reservação de água potável no município.

Em agosto foram inaugurados três reservatórios de água potável (João Erbolato, São Vicente e 31 de Março) que totalizam oito milhões e meio de litros de água potável.

Com esses três novos reservatórios, Campinas amplia a reserva para abastecer a cidade de seis para oito horas em caso de escassez.

Existem ainda mais três reservatórios em construção, que são o DIC, Nova Europa e San Conrado, em Sousas, ainda em fase de obras.

Completando os seis, a capacidade de Campinas aumentará para dez horas.

Os recursos para as obras das barragens de Pedreira e Duas Pontes já estão assegurados pelo Governo do Estado, num valor estimado de R$ 782 milhões.

Em função da grande procura por informações técnicas, o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) decidiu elaborar novo edital de licitação para a obra, que deve ser publicado em breve.

O prazo previsto para a construção é de 30 meses após a licitação.

O reservatório de Pedreira ocupará uma área de 4,3 km², terá capacidade para 31,9 milhões m³ de água e vai permitir uma vazão regularizada de 8,5 mil l/s.




O reservatório Duas Pontes ocupará uma área de 8,8 km², terá capacidade para 53,4 milhões m³ e vazão de 8,7 mil l/s.

Outra novidade importante para a região este ano foi a mudança nas regras de vazão do Cantareira para o PCJ, que permite a liberação de mais água nos períodos de seca.

Além disso, um fator importante para garantir o abastecimento de água no futuro é a adoção do uso racional.

Nesse aspecto, o Governo do Estado investe em programas como o PURA – Programa de Uso Racional de Água, junto à Sabesp, que prevê uma série de ações educativas além da troca de equipamentos para redução do consumo de água.

Vale lembrar ainda que hoje a Grande São Paulo, com cerca de 22 milhões de habitantes, consome 60 m3/s de água.