BYD instala nova fábrica em Campinas

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 7 de Abril de 2017 às 07:20

Com informações de Maria Tereza Costa / Correio Popular

Foto: Maria Tereza Costa / Correio Popular

A chinesa BYD, que inaugurou nesta quinta-feira em Campinas suas fábricas de painéis solares fotovoltaicos e de chassi de ônibus elétricos, anunciou planos de investir em parcerias público-privadas (PPP) para projetos de monotrilho no País. O presidente da empresa no Brasil, Tyler Li, informou que a produção local desses veículos vai depender da demanda de estados e municípios.

A implantação do sistema, para ligar o Centro de Campinas ao Aeroporto Internacional de Viracopos, está nos planos do prefeito Jonas Donizette (PSB), que aguarda o resultado de um estudo, financiado pelo Ministérios das Cidades, para definir qual o melhor modal para ligar as duas regiões, o veículo leve sobre trilhos (VLT) ou o monotrilho.

O prefeito quer investir em transporte sobre trilhos, mas descarta o metrô. Estudos técnicos mostram que Campinas precisará pensar em metrô quando o volume de usuários de transporte coletivo superar 70 mil passageiros por hora e por sentido. Assim, as opções de monotrilho ou VLT são as preferidas, porque o custo de implantação é menor, especialmente por evitar desapropriações.

A empresa está disposta a auxiliar os governos locais na elaboração de estudos de viabilidade e projetos e implantação do sistema de trem elevado que circula sobre um único trilho. No ano passado, a empresa chinesa inaugurou o primeiro Skyrail, modelo instalado na cidade de Shenzhen, na China, que teve investimento de US$ 5 bilhões e demorou cinco anos para ficar pronto.

O trem alcança 80 quilômetros por hora, transporta entre 10 e 30 mil passageiros por hora e pode, portanto, atender pequenas e grandes cidades e também funcionar para ligar atrações turísticas.

A empresa deve utilizar sua tecnologia para construir os sistemas de monotrilho, que serão pagos pelos governos locais. Há planos de construção de um trem com capacidade de transportar 1.600 passageiros, o que superaria o Innovia 300, da Bombardier, em operação em São Paulo com capacidade de levar mil pessoas.

A BYD é a primeira empresa chinesa de gerência privada a entrar no mercado de transporte de massa do país. Os criadores dizem que outras 20 cidades da China já estão interessadas no Skyrail.
Em Campinas, Jonas espera o resultado do estudo que apontará o melhor modal para ligar o Centro a Viracopos.

De acordo com a Administração, na avaliação dos custos apresentados para os diversos tipos de transporte sob trilhos, o VLT é o que financeiramente é mais viável. O custo do quilômetro de metrô sai por R$ 600 milhões, o do monotrilho R$ 300 milhões e o VLT, R$ 78 milhões. A ligação Centro-Viracopos poderá ser a primeira de uma rede de transporte ferroviária urbana para Campinas.

A opção por monotrilho já havia sido aventada pelo prefeito no ano passado, com a proposta de ser uma ligação entre Centro e Viracopos, mas também alimentadora do Corredor Noroeste e os futuros corredores Ouro Verde e Campo Grande, por onde circularão o BRT.

O estudo vai definir, além da melhor opção de transporte sobre trilhos, o melhor traçado que poderá, inclusive, não ser o mesmo por onde circulou o VLT entre 1990 e 1995, e que foi um fracasso na tentativa de dotar a cidade de um sistema de média capacidade sobre trilhos

Nova fábrica da BYD permite produção de 100% de veículos elétricos no Brasil

 

 

A fábrica de chassi para ônibus elétricos teve inaugurada nesta quinta a segunda fase, que passa a ter produção nacionalizada.

Com capacidade para produzir 720 chassis anuais em três turnos de operação e crescente incremento de conteúdo local, os ônibus elétricos permitirão, quando estiverem em operação, uma redução de emissão de poluentes de 81 milhões de toneladas equivalentes de gás carbônico, além de oito toneladas de material particulado, 440 toneladas de monóxido de nitrogênio e 90 toneladas de monóxido de carbono, informou a BYD.

Para essa fase serão mais R$ 13 milhões de investimentos em engenharia e ferramentais locais e R$ 50 milhões na infraestrutura e meios produtivos da fábrica. Mais de 200 fornecedores locais foram consultados.

Já a fábrica de painéis solares inaugurada nesta quinta, com investimento de R$ 150 milhões, terá capacidade de produção de 200 megawatts e gerará 360 vagas de emprego diretos. Os painéis foram credenciados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na linha de financiamento de máquinas e equipamentos.