Campinas reduz em 60% quantidade de recém-nascidos acolhidos em abrigos

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 19 de dezembro de 2017 às 10:21

Os serviços de acolhimento de Campinas têm recebido destaque no cenário nacional, sendo referência para outras regiões do País.

Nos últimos anos, houve uma queda de quase 60% no número de recém-nascidos acolhidos em abrigos: de 18 bebês em 2014 e 2015, anos em que foram criados os serviços de acolhimento conjuntos para mãe e bebê, para oito em 2017.

Em 2016 foram registrados cinco acolhimentos.








A queda na retirada de bebês das mães é uma inovação em política pública e segue normativas internacionais que determinam que crianças de 0 a 3 anos não podem estar fora do convívio familiar.

De acordo com a secretária municipal de Assistência Social e Segurança Alimentar, Eliane Jocelaine Pereira, o contato dos bebês e crianças de até 3 anos com seus pais e familiares, e principalmente com suas mães, propicia um maior desenvolvimento cognitivo, social e de autorregulação da criança.

“O cuidado familiar protegido evitará impactos e estresses à criança e proporcionará que ela tenha um senso de equilíbrio emocional em fases posteriores de seu desenvolvimento. Esse cuidado e manutenção dos vínculos mãe com o bebê, que primamos em nossos serviços de acolhimento – especialmente na primeiríssima infância –, é que leva a essa redução do número de bebês em abrigos”, afirma Eliane.

Segundo a secretária, esses cuidados propiciam um estímulo ao desenvolvimento da criança e são realizados conforme estratégias inovadoras e aperfeiçoadas para manutenção dos vínculos entre mãe e bebê.

“É sobretudo uma necessidade de proteção à primeira infância para que o investimento no cuidado hoje resulte em um futuro mais promissor para essa criança”.

Campinas trabalha para cumprir integralmente as diretrizes da ONU com relação a crianças afastadas dos cuidados parentais, segundo a coordenadora do plano para a Primeira Infância Campineira (PIC), Jane Valente, que também é assistente social da Prefeitura.

“O Brasil é signatário da organização e o modelo de cuidados alternativos praticado por Campinas serve de referência para o País”, afirmou.

O trabalho realizado pelos serviços de acolhimento tem sido ampliado ao longo dos anos, entre a Casa da Gestante, a Casa Lar e o Abrigo Feminino Santa Clara (para pessoas em situação de rua) foram acolhidas 13 mães grávidas ou com seus filhos em 2015, 36 em 2016 e 25 em 2017.

O município segue na contramão de outros que aderiram a um movimento que promove a retirada compulsória de bebês de mães em situação de rua.