Cinco dicas para evitar intoxicação alimentar

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 14 de Janeiro de 2018 às 09:45

Sol, calor e férias escolares: é no verão que muitos não resistem à tentação de ir à praia e aproveitar este período em frente ao mar.

Com o clima de despreocupação, o cuidado com a alimentação pode ficar um pouco de lado, quando recorremos a alternativas menos saudáveis na hora de matar a fome – inclusive por conta da comodidade, já que não é raro encontrarmos ambulantes e quiosques com cardápios recheados por pastéis, espetinhos, porções fritas e salgadinhos, além da ampla variedade de bebidas doces, gaseificadas e alcoólicas.








Todo esse cenário pode colocar a saúde digestiva em risco: o consumo em excesso desses alimentos pode agredir a mucosa do estômago e o consumo bebidas alcoólicas aumenta o nível de acidez do suco gástrico, podendo provocar gastrite e, em casos mais graves, úlcera.

Por isso, frituras, alimentos industrializados, enlatados, café, chocolate, pimenta, bebidas alcoólicas e açúcar devem ser ingeridas com moderação.

Além da gastrite, outro problema recorrente nessa época do ano caracteriza-se pela infecção intestinal ou gastroenterite aguda, cujos sintomas são diarreia e, em casos mais intensos, vômitos e febre.

A infecção, em geral, é causada por água ou verduras contaminadas, e por intoxicação alimentar, originada por comidas deterioradas devido ao calor.

O contágio acontece pelo ar e por alimentos, objetos ou mãos contaminadas.

A bactéria mais comum é a conhecida Salmonela.

Dr. Tomazo Franzini, diretor da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), dá dicas para que essas condições sejam evitadas, sobretudo nas épocas mais quentes do ano. Confira:




Temperatura adequada

É fundamental atentar-se ao armazenamento dos alimentos em temperatura adequada, sempre buscando por escolhas que agridam menos a saúde digestiva.

Não os deixe fora da geladeira por muito tempo e, quando viajar, leve-os em caixas de isopor ou bolsas térmicas.

Evite alternativas pré-cozidas

Ou seja, se possível, evite aqueles itens já assados ou fritos – após a cocção, não há mais nenhuma etapa para eliminação de bactérias e, com o passar do tempo e o calor, as chances de estragar são maiores.

Práticos e saudáveis

Caso não possa manter a refrigeração adequada, leve frutas frescas e secas, e biscoitos de polvilho.

No caso de sanduíches naturais, eles precisam ser bem conservados, servindo como fonte de proteína – melhor deixar sem molho.

Fique bem hidratado!

Principalmente no calor, é indicado que se beba bastante água, sucos naturais e água de coco, por exemplo.

Se for compra-los na praia, observe se o lacre não está violado e se a validade está dentro do prazo.

Nunca beba água da torneira.

Reconheça a contaminação

Impossível levar suas próprias comidinhas para a praia? Então fique de olho nos ambientes e nos funcionários.

Veja se os cabelos estão presos, se os aventais estão higienizados e a limpeza dos recipientes.

A contaminação pode ser física, química e biológica.

No primeiro caso, é visível: há presença de impurezas no prato, como pedras, areia ou cabelo.

Quando química, acontece em decorrência da presença de produtos contaminantes, como inseticida; a biológica é causada por fungos, bactérias e vermes.