Conheça a frota de Campinas: O ônibus com “topete” da Itajaí e suas curiosidades

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 13 de fevereiro de 2017 às 18:48
Modelo: Caio Induscar Mondego LA
Chassis: Volvo B9Salf
Empresa: Itajaí Transportes Coletivos
Quantidade na frota: 4 unidades
Ano de fabricação: 2010 (2976), 2011 (2978 e 2979) e 2012 (2992)
Prefixos: 2976, 2978, 2979 e 2992

Um dos quatro veículos com piso baixo total

Os veículos desse lote sempre chamam a atenção por onde passam. Muitos dizem que é o “ônibus de topete”, ou que é o “ônibus com motor no teto”. Essa tecnologia desenvolvida pela Volvo não foi muito difundida no Brasil por ser altamente custosa mas é muito comum em países como o Chile, que tem um sistema de transportes similar a um BRT na capital Santiago. Em Campinas a Itajaí Transportes tem quatro ônibus articulados nesse formato.

A caixa acima da parte dianteira do veículo carrega o radiador.

A carroceria foi feita pela Caio Induscar no modelo Mondego LA, desenvolvido especialmente para esse modelo de chassis. Há também uma unidade biarticulada, que apresentaremos em outra oportunidade. O chassi é o B9Salf, fabricado pela Volvo. Esse “topete” em cima do ônibus é o radiador. Como o veículo possui piso totalmente baixo, os componentes eletro-eletrônicos ficam localizados abaixo das caixas de roda do eixo da frente. O motor é lateral, localizado em um grande caixote do lado esquerdo, depois da primeira porta que fica atrás do motorista. Essa tecnologia foi desenvolvida justamente para que todo o ônibus fosse acessível, sem escadas. É um dos modelos mais modernos da atualidade, principalmente pela distribuição certeira dos componentes do veículo em partes que não incomodam o passageiro. O sistema de frenagem também é de última geração. Com um simples acionamento pelo motorista o veículo recebe uma imediata resposta, paralisando sem o famoso “deslize”.

O caixote imediatamente após à porta da esquerda comporta o motor do ônibus.

Apesar da alta tecnologia envolvida nesses ônibus, os passageiros reclamam muito da falta de espaço. O corredor é mais estreito por conta das caixas de roda mais altas e o caixote onde está localizado o motor acaba por afunilar o caminho dos passageiros em direção à catraca. Justamente por isso esses ônibus deveriam circular em linhas com menor demanda. Em horários de superlotação os passageiros sofrem com o aperto. É justamente por esse motivo que todas as portas de desembarque estão localizadas após a articulação, para que os passageiros não fiquem parados no meio do veículo. A origem dos veículos são diferenciadas. O 2976 era um carro de testes da Volvo e tinha a pintura vinho da cidade de São Paulo. O 2978 e o 2979 foram comprados zerio quilômetro e o 2992 foi encarroçado novo, porém o chassi é de exposição da Volvo, que circulou por várias feiras no país. Todos possuem itinerário eletrônico, câmbio automático I-Shift, piso taraflex e assentos com encosto alto.

Eles podem ser vistos com facilidade na linha 212, em horário de pico, e na 211, em diversos horários. Também circula às vezes na 210 e já foi visto também na 214 e na 220.

Vejam abaixo fotos dos ônibus.

Visto totalmente de lateral, o espaço entre a primeira porta e a janela seguinte é onde fica o motor.

O afunilamento do corredor na área do motor é uma grande reclamação dos passageiros.

O painel do cockpit do motorista.

O ônibus, visto de outra perspectiva.

O cockpit do motorista.

O nome da carroceria, localizada logo acima da primeira porta.