Dezembro Laranja alerta para o câncer de pele

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 1 de dezembro de 2017 às 08:56

Dezembro é o mês de prevenção ao câncer de pele.

Batizado de Dezembro Laranja, o movimento, que começou a ser realizado em 2014 pela Sociedade Brasileira de Dermatologista, tem como objetivo esclarecer a população sobre a doença, que tem quase 180 mil novos casos por ano, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer).

O câncer de pele é o mais frequente no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrado no País.

O diagnóstico precoce é fundamental para a cura.








“O tipo mais comum de câncer de pele, que é o não melanoma, não é muito letal. Já o melanoma é mais raro e mais agressivo. Para que a pessoa possa fazer o diagnóstico correto, precisa procurar um dermatologista. O ideal é que a pessoa faça consultas anuais ao dermatologista, para prevenção de doenças de pele, e que procure o médico sempre que perceber algo fora do normal”, orienta a dermatologista Daniela Bellucci, de Campinas, membro titular do da SBD.

A dermatologista explica que os sintomas do câncer de pele podem ser similares a pintas, eczemas ou outras lesões benignas. “É muito importante que a pessoa conheça o seu corpo, saiba onde há pintas e quais os seus formatos. Qualquer mudança deve ser um sinal de alerta para que ela procure um dermatologista”, comenta Daniela.

Alguns sinais, no entanto, merecem atenção especial. De acordo com a SBD, uma lesão na pele, de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente é um dos sintomas.

Pinta preta ou castanha que muda de cor, textura, de tamanho e possui com bordas irregulares também precisa ser investigada. “Outro sintoma comum é o aparecimento de mancha ou ferida que não cicatriza e continua crescendo. Normalmente, sangra, forma crosta e causa coceira, explica a dermatologista.




O câncer de pele é provocado pelo crescimento anormal e descontrolado das células da pele. Os tipos mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares. Há, ainda, o melanoma, que é o tipo mais agressivo da doença.

“O câncer de pele é mais comum após os 40 anos. As pessoas com pele branca, sensível aos raios solares, são mais afetadas pela doença”, explica a dermatologista.

“Por isso, é fundamental o uso de protetor solar e de cuidados ao se expor ao sol. A exposição à radiação ultravioleta tem efeito cumulativo e pode causar vários problemas, entre eles, o câncer de pele. A maioria dos casos da doença está relacionada à exposição ao sol”, reforça Daniela.

“O protetor solar deve ser usado diariamente, e não apenas quando há exposição direta ao sol. A pessoa deve passar pela manhã e retocar um pouco antes do almoço. Se estiver em atividades ao ar livre, o retoque deve ser feito a cada duas horas”, orienta a dermatologista. “É importante ressaltar que os filtro solar deve começar a ser usado desde a infância, a partir dos seis meses”, reforça.

Além do filtro solar, outros cuidados devem ser tomados.

“Evitar a exposição solar entre 10h e 16h também é fundamental”, diz Daniela. Uso de chapéu, óculos escuros e roupas apropriadas para cobrir áreas expostas também é importante para a prevenção. Em praia ou piscina, o ideal é ficar sob barracas de algodão ou lona, que absorvem parte da radiação ultravioleta.