E essa agora? Prefeitura de Campinas não tem dinheiro para tapar buracos!

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 25 de maio de 2017 às 07:08

Com informações da CBN Campinas

Foto: Henrique Bueno / CBN Campinas

Você já andou reparando quantos buracos existem por aí, não é? Agora, veja essa. A Prefeitura de Campinas diz que não tem capacidade para tapar todos os buracos… por causa da crise econômica!

A informação é do secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulela, que afirmou ainda que a verba destinada para a pasta sofreu redução de 40% neste ano.

Com isso, a administração pública, que tapava cerca de 6 mil buracos por dia em 2016, diminuiu as intervenções em 66% desde janeiro, totalizando uma média diária de 2 mil serviços executados.

Segundo Paulela, a situação é atípica e justificável, mas apesar das dificuldades, o trabalho está sendo executado.

Uma das áreas que apresenta o asfalto mais desgastado em Campinas é a região do Jardim São Vicente, na saída para Valinhos.

Veja reportagem da VTV/SBT sobre o problema dos buracos nas ruas




Além de representar um perigo para o trânsito, os buracos nas vias públicas se tornam um problema para os proprietários de automóveis. Para se ter uma ideia, nos centros automotivos a procura por reparos em pneus, rodas e suspensão aumentou cerca de 20%.

Os reflexos dos buracos também podem ser sentidos no transporte público municipal. Segundo dados da Transurc, um ônibus que opera em linha com condições favoráveis faz manutenção programada a cada 10 dias. Já um que faz uma linha em estado precário, vai para a garagem a cada três dias, em média, para reparos fora do programado.

Essa semana, inclusive, a Itajaí Transportes Coletivos mudou, por conta própria, o itinerário da linha 212. Por conta da situação caótica na Rua Orlando Paschoal (inclusive mostrada na reportagem acima), os ônibus não conseguem mais circular pelo trecho.

À VTV/SBT, a Prefeitura de Campinas prometeu tapar os buracos da rua em 10 dias úteis, contando desde a semana passada. O prazo ainda não terminou, mas, aparentemente, o trabalho não deve nem passar perto.