Em Restinga (SP), professora e estagiária são flagradas colocando crianças dentro de sacos de lixo

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 15 de novembro de 2017 às 17:22

Com informações do G1 Ribeirão Preto
Imagens captadas pela câmera de segurança da sala de aula de uma creche municipal em Restinga, na região de Ribeirão Preto, mostram alunos de 3 e 4 anos sendo colocados dentro de um saco de lixo pela professora e pela estagiária.

Os vídeos foram anexados ao inquérito da Polícia Civil, instaurado em outubro, para apurar as denúncias de maus-tratos feitas pelas mães das crianças.








O caso foi levado ao Conselho Tutelar pela mãe de um menino de 4 anos, em setembro deste ano. A mulher relatou que o filho não queria mais frequentar a creche por medo da professora, afirmando que ela o colocava dentro de um saco de lixo.

Segundo o delegado que investiga o caso, as imagens não deixam dúvida a respeito da má conduta das suspeitas, que agiriam desta forma para castigar alunos indisciplinados.

Em outro momento, uma criança deitada em um colchão parece se debater no interior do saco. Em outra cena é possível ver a estagiária com uma raquete e o saco nas mãos, como se quisesse intimidar os alunos.

A professora e a estagiária, que é menor de idade, devem prestar depoimento nos próximos dias.

De acordo com a Prefeitura de Restinga, a docente foi afastada das funções e um processo administrativo foi aberto para apurar o caso.

Já a adolescente foi desligada do quadro da prefeitura após abandonar o posto de trabalho.

Procurado, o advogado da professora negou as acusações e disse que só vai comentar as imagens após verificá-las.




Em depoimento à comissão de sindicância instaurada na Prefeitura de Restinga, a professora negou ter ameaçado as crianças e classificou a atitude como “medinho”.

Ainda segundo a administração, outra professora que presenciou a colega colocando os alunos dentro dos sacos de lixo também será afastada nesta quinta-feira.

À comissão sindicante, a substituta afirmou que o ato se tratava de uma “brincadeirinha”.

A estagiária que auxiliava a professora na sala de aula, e que também é suspeita de participar das “punições”, pediu desligamento do quadro funcional da Prefeitura, após as mães denunciarem o caso ao Conselho Tutelar e à Polícia Civil.