CCTC (Companhia Campineira de Transportes Coletivos)

Razão Social: Companhia Campineira de Transportes Coletivos
Tempo de operação: 1951-1989
Sede: Campinas/SP

A CCTC, empresa do grupo da Viação Cometa, esteve sozinha no transporte campineiro por muitos anos. Em 1951 chegou à cidade através da compra das linhas da Viação Lira, que operava na cidade até então. Fechou a década de 50 com 16 linhas em operação, algumas delas em vigência até hoje. Em 1954 comprou as linhas de bonde da Cia. Campinas de Tracção, Luz e Força, incluindo 28 bondes, 13 linhas e 26km. de trilhos. Em 1960 reaproveitou a o ramal da Sorocabana até Cabras e fez a linha 14 de bondes. A CCTC chegou a ter 58km de linhas implantadas. Em 1964, com o crescimento da cidade, a empresa começou a desativar os bondes, até que em 24 de maio de 1968, à noite, o último bonde circulou pela cidade.

Durante os anos 70 a empresa reinou absoluta na cidade. Além de operar da forma que queria, alugando linhas para outras empresas operarem trechos que eram desprovidos de asfaltamento ou eram muito distantes e pouco rentáveis, a CCTC fazia barganha com a prefeitura, renovando a frota apenas após generosos aumentos de tarifa. Mesmo assim a população aprovava seu serviço. Muitos usuários do transporte até hoje sentem saudade dos tempos da empresa.

Em 1979, após muitas tentativas de quebra de seu monopólio, o então prefeito Francisco Amaral licitou as linhas da cidade e a CCTC perdeu sua hegemonia. Mesmo assim continuou operando mais da metade das linhas sozinha e ficou com as mais rentáveis. Em 1985 trouxe os primeiros CMA Scania para operar no Terminal Barão Geraldo nas linhas troncais. Os carros, todos vermelhos, foram apelidados de “boi vermelho”, apelido fresco na memória da cidade até hoje. Em 1987 foi formada a Câmara de Compensação Tarifária, onde as empresas iam fazer um depósito único dos valores recebidos de tarifa e depois ratear proporcionalmente, a fim de cobrir linhas deficitárias. Até então, cada empresa na cidade tinha um passe próprio, e o de uma empresa não era aceito na outra. A CCTC discordou da criação da câmara e anunciou sua saída da cidade, o que ocorreu em 1989, onde suas linhas foram divididas entre três empresas.