Estão enganando parentes de pessoas internadas no Hospital Madre Theodora

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 11 de outubro de 2017 às 13:25

Com informações do Correio Popular
Quadrilhas voltaram a tentar aplicar golpes em famílias com parentes internados em UTIs de hospitais de Campinas.

Ao menos seis vítimas relataram terem sido alvos dos criminosos na semana passada, porém, elas não caíram no golpe porque tinham sido orientadas pela administração do hospital.





Porém, nenhuma delas registrou boletim de ocorrência.

De acordo com os relatos, os golpistas se passam por médicos, apresentando o quadro de saúde do paciente.

Em seguida, informam a necessidade de um exame que, segundo eles, não era coberto pelo plano de saúde da família.

Em março do ano passado, o Hospital Irmãos Penteado foi alvo dos criminosos e o caso chegou a ser investigado no 13º Distrito Policial, no Cambuí.

Alguns meses antes, os ladrões também aplicaram golpes em famílias com pacientes internados no Hospital Beneficência Portuguesa e chegaram a extorquir vítimas.




Para evitar que as famílias caíssem no golpe, os hospitais passaram a fazer orientações e também a deixar informativos em alas das unidades.

Os casos mais recentes aconteceram no Hospital e Maternidade Irmãos Penteado.

Outras quatro famílias também relataram terem sido procuradas por um falso médico.

Para cada uma delas, os golpistas se apresentaram com nomes diferentes.

No 7º DP, em Barão Geraldo, que responde pela região, não há boletins de ocorrência registrados.

A orientação é que, mesmo que não tenham depositado dinheiro, façam a comunicação para que o caso seja apurado.

Em nota, o Hospital e Maternidade Madre Theodora informou que orienta os pacientes, acompanhantes e profissionais sobre os riscos de práticas ilegais como pedidos de depósito ou transferência bancária, com finalidade relacionada ao tratamento médico.

“Em comunicado disponível nos quartos e demais áreas, o Madre Theodora reforça que todos os trâmites de pagamento — de procedimentos clínicos, medicamentos ou materiais — ocorrem somente por meio de contato pessoal de funcionário do departamento financeiro”, frisou.

A instituição reforçou que segue protocolos para garantir o sigilo e a segurança dos dados de seus pacientes e acompanhantes e vê com preocupação o aumento de golpes, efetivados por agentes externos às instituições de saúde.