“Gatos” na energia elétrica aumentam 29% na região

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 12 de outubro de 2017 às 07:10

Com informações do Correio Popular

Foto: Dominique Torquato / AAN

O número de furtos de energia elétrica da rede identificados em Campinas e região aumentou 29,4% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado.

Levantamento feito pela CPFL identificou 6.857 irregularidades nas cidades de Campinas, Americana, Sumaré, Indaiatuba e Hortolândia nos seis primeiros meses do ano.

A concessionária intensificou a fiscalização e ampliou a tecnologia contra fraudes e furtos na região.

Somente em Campinas, foram identificadas 5.657 mil irregularidades nos seis primeiros meses deste ano, o que corresponde a quase dois terços (64,72%) do acumulado em todo o ano de 2016 (8,7 mil irregularidades).

Entre janeiro e junho de 2017 foram executadas 25.282 mil inspeções em clientes residenciais, comerciais e industriais nos municípios de Campinas, Americana, Sumaré, Indaiatuba e Hortolândia, uma alta de 34% na comparação com a média de igual período do ano passado.

As outras cidades da região onde a concessionária atua também registraram crescimento.




Ao longo dos últimos 18 meses, a CPFL Paulista realizou nesses cinco municípios, no total, 62.924 mil inspeções, encontrando 16.766 mil irregularidades, o que equivale, em média, a pelo menos uma irregularidade a cada quatro consumidores visitados.

O volume de energia furtado neste período, de 40.24 mil MWh, seria suficiente para abastecer 22.355 mil famílias pelo período de um ano.

Somente em Campinas, também no período de 18 meses, foram feitas 49.458 mil inspeções e encontradas 14.407 irregularidades. O volume furtado (40,24 mil MWh) seria capaz de abastecer 19.196 mil famílias.

As fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal, e a pena pode variar de um a quatro anos de detenção.

Além disso, para os fraudadores também são cobrados os valores retroativos referentes ao período em que ocorreu o roubo, acrescidos de multa.

Segundo a CPFL Paulista, as irregularidades contribuem para tornar a conta de luz mais cara para todos os consumidores, porque a Agência Nacional de Energia Elétrica reconhece nas chamadas “perdas comerciais” uma parcela do prejuízo da distribuidora com o valor da energia furtada e dos custos para identificar e coibir as irregularidades.

As ligações clandestinas sobrecarregam as redes elétricas, deixando o sistema de distribuição mais suscetível às interrupções no fornecimento de energia.