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 Anos 50, 60 e 70

Desde o início do século, o transporte campineiro era feito por meio de bondes, inicialmente com tração animal, e mais tarde com tração elétrica. Campinas, até 1959, operou com nove linhas de bonde, ligando os principais bairros da cidade ao Centro. Nessa época, os primeiros ônibus já operavam, fazendo o transporte das pessoas aos bairros ainda sem asfalto e mais distantes, porém não havia uma organização desse “sistema”. Em 1961, quando os bondes ainda rodavam, mas os problemas já atormentavam a população e a cidade crescia em ritmo frenético, a prefeitura concede à Viação Cometa S.A. 10 anos para a exploração do sistema de transporte por ônibus na cidade.
Com esse grande presente, já que a Cometa iria explorar o sistema sozinha, e em uma cidade bastante atrativa na época, a empresa criou uma subsidiária para iniciar suas operações na cidade. Nascia então a Companhia Campineira de Transportes Coletivos, sob a sigla C.C.T.C., marca da empresa em todo o seu tempo de operação na cidade, sob gerência do Sr. Nicola Mariotini.
Inicialmente, foram criadas 15 linhas para o início das operações da CCTC. Algumas delas existem até hoje, como a Campos Elíseos, que na época ia até a “Cidade”. Outras foram “herdadas” dos bondes, como a atual 253 (Swift – Boa Vista), antigamente com ponto final no bairro Bonfim, ainda atendido pela linha. Como a empresa ainda sofria concorrência das nove linhas de bonde em certos trechos, iniciou-se aí um boicote. Motoristas paravam os ônibus no meio dos trilhos dos bondes, dizendo que estava quebrado, o que fazia com que o bonde parasse ali e assim, os passageiros tinham que descer. Isso foi um tormento para a população até que em 1965 a primeira linha de bonde era desativada: a linha Cabras Souzas deixava de existir. Em 1969, a última linha foi extinta. Era o fim dos bondes e da Companhia Campineira de Luz Tracção e Força, empresa que comandava o sistema de bondes na cidade.

Ainda na década de 60, a CCTC trabalhava de acordo com os seus interesses. Com o crescimento da cidade, era necessário cada vez mais o aumento de linhas de ônibus. Assim, a CCTC cedia, por conta própria, as linhas de regiões sem asfalto para outras empresas operarem. Quando o asfalto chegava, a CCTC retomava a linha, e jogava a empresa para outro bairro sem asfalto, bem distante.
Com tudo isso, chegou o ano do fim da concessão da Viação Cometa em Campinas. Era 1970, e as discussões sobre o transporte na cidade começaram a tomar vulto. Mariotini iniciou então um lobby junto aos vereadores para uma renovação do contrato. E foi isso que aconteceu. O então prefeito Lauro Péricles Gonçalves renovou o contrato da CCTC por mais dez anos, mas cometeu um grave erro com efeitos até os dias de hoje: a exclusividade da empresa continuou.
E tudo acabou ficando como estava.

A cidade crescendo, outras empresas operavam as linhas mais distantes, e quando chegava o asfalto, chegava a CCTC junto. Na compra de ônibus novos, a CCTC só os colocavam nas ruas assim que a prefeitura concedesse aumento na tarifa. Do contrário, os ônibus continuavam estocados na garagem da empresa. Os ônibus sacudiam tanto que ganharam o apelido de “boi vermelho”, também pela cor característica da pintura dos veículos.O tempo foi passando, e os ônibus começavam a se deteriorar: bancos rasgados e piso sujos eram as principais reclamações, além dos atrasos.

E assim acabava mais uma década da CCTC em Campinas. Mas agora a coisa foi diferente. Em 1979, as discussões sobre o transporte coletivo em Campinas ganham mais força. Com tanta pressão, o então prefeito Francisco Amaral anuncia concorrência pública para a contratação de novas empresas de ônibus para a cidade. Com essa bomba, a CCTC começa a se movimentar: volta a fazer apelos para os vereadores, realiza entregas de novos ônibus e melhora o serviço.

Mas de nada adiantou a choradeira de Mariotini. Em 1980, encerra o contrato de exclusividade da CCTC e a cidade foi dividida em seis partes para receber as novas empresas. São as Áreas de Operação Exclusiva (AOE), onde cada empresa poderá operar linhas, no regime de permissão, e não de concessão, como antigamente, na sua área. Uma empresa não poderá operar linhas na área da outra. A zona Central é neutra, com livre circulação dos ônibus.
A divisão da cidade para receber as novas empresa ficou da seguinte maneira:

Total de carros da frota campineira em 1981: 537.

Nessa mudança toda, apesar de várias empresas terem entrado no sistema, a CCTC ainda deteve 70% das linhas, as mais lucrativas e davam menor índice de problema mecânico. Todas as linhas da cidade ganharam novos números, chamados de prefixos, facilitando o conhecimento das linhas pelos campineiros. Antes, as linhas tinham números, mas os mesmos foram retirados no processo de desmonopolização do transporte. Nessa mudança toda, apesar de várias empresas terem entrado no sistema, a CCTC ainda deteve 70% das linhas, as mais lucrativas e davam menor índice de problema mecânico.
Todas as linhas da cidade ganharam novos números, chamados de prefixos, facilitando o conhecimento das linhas  pelos campineiros. Antes, as linhas tinham números, mas os mesmos foram retirados no processo de desmonopolização do transporte. A frota da cidade era composta basicamente pelos seguintes veículos:

 

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