Indústria automobilística termina 2017 com aumento de vendas

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 31 de dezembro de 2017 às 13:48

Com informações do Estadão Conteúdo
Depois de quatro anos de queda, a indústria automobilística brasileira vai encerrar o ano com crescimento de mais de 9% nas vendas, uma alta acima das projeções feitas pelas montadoras.

Segundo analistas, a recuperação do mercado de carros novos começou no segundo semestre, pautada pela melhora da economia – ou seja, sem artificialismos como corte de impostos e crédito facilitado, medidas adotadas no período pré-crise.








Até o dia 26 deste mês foram vendidos 178,9 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, segundo dados do mercado.

Se a média de vendas diárias for mantida, dezembro fechará com cerca de 210 mil unidades vendidas.

No ano, a soma já está em 2,206 milhões de unidades e deve ficar próxima a 2,240 milhões, ante 2,050 milhões em 2016.

Há uma projeção de nova alta de 15% em 2018, movimento que será seguido pelo setor de consumo em geral em diferentes proporções.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) iniciou o ano com previsão de aumento de 4% nas vendas, e refez o cálculo em setembro, para 7,3%.

A melhora do mercado levou a indústria automobilística a abrir 5,1 mil vagas neste ano, depois de ter promovido 30,6 mil demissões a partir de 2014 e ter adotado diversos mecanismos de corte de produção.

A retomada no setor também veio acompanhada de anúncios de novos investimentos, entre os quais o da Mercedes-Benz (R$ 2,4 bilhões), da Toyota (R$ 1,6 bilhão) e da MAN (R$ 1,5 bilhão).

O setor de autopeças também refez projeções e ampliou de R$ 69 bilhões para R$ 76,9 bilhões a previsão de faturamento este ano.

A frustração das montadoras e autopeças é iniciar o novo ano sem a política industrial para o setor automotivo, chamada de Rota 2030.

Após vários meses de discussão, o programa substituto do Inovar-Auto – que termina dia 31 – não foi aprovado em razão de impasse entre os ministérios da Indústria e da Fazenda, que é contra subsídios previstos para quem investir em pesquisa e desenvolvimento.

A previsão é que o tema só será retomado em fevereiro, após a votação do projeto da reforma da Previdência.