Já imaginou um carro voador? Uber e Embraer querem fazer isso!

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 3 de maio de 2017 às 07:00

Com informações do Correio Popular
Um acordo firmado entre a fabricante de aviões brasileira Embraer e a UBER deu o pontapé para que um dos antigos sonhos da Humanidade se torne real: carros voadores. Tipo os Jetsons.

Isso deve acontecer até 2023.

O carro voador foi batizado de VTOL, que significa em inglês decolagem e aterrissagem vertical. Os VTOLs são aeronaves que podem rodar, voar e decolar verticalmente, como helicópteros. Mas, ao contrário de helicópteros, podem ter asas fixas, rotores e se deslocar em silêncio.

O acordo foi assinado em Dallas, nos Estados Unidos, e definiu duas cidades como palcos para os testes: Dallas e Dubai. Em fevereiro, a Uber contratou Mark Moore, engenheiro da Nasa, para chefiar o projeto. A ideia inicial é que os testes sejam realizados a partir de 2020.

O projeto é ambicioso e muda de forma radical a maneira de as pessoas se deslocarem, driblando o complexo trânsito das grandes cidades, gastando menos combustíveis e impulsionando a energia limpa.

O acordo reúne ainda uma empresa que produz drones, grandes nomes da inovação do Vale do Silício e até um fabricante de helicópteros e veículos militares, e promete revolucionar o transporte no mundo. Se for viabilizado, vai permitir que “sonhos” como os que ajudaram a criar animações com Os Jetsons (lançada em 1962 nos Estados Unidos e exibida no Brasil nos anos 80), se tornem realidade.

A ideia da parceria é oferecer uma nova forma de transporte focada em pequenos deslocamentos urbanos, mas que permitirá até viagens curtas e deve se desenvolver e modernizar. O

novo veículo oferecerá mais agilidade e rapidez aos usuários. Literalmente, vai passar por cima de congestionamentos e problemas em vias convencionais de tráfego. P

elos cálculos iniciais desenvolvidos pela Uber, ainda baseados só em conceitos, uma viagem de Campinas a São Paulo, que demora uma hora com uso de um carro convencional, em condições normais de tráfego, poderia ser feita em cerca de 18 minutos pelos ares.

Especificações como o tamanho da cabine, capacidade e tipo de cada veículo, potência de motores, velocidade e distância alcançadas ainda precisam ser definidos. Mas o que projeto já sentenciou é que a energia propulsora do novo sistema será elétrica, menos poluente, mais barata e mais silenciosa.

Os valores investidos no negócio não foram revelados. A Embraer vai cuidar da produção, já este ano, de protótipos dos carros aéreos. Vai projetar também o que chama de “ecossistema”, que inclui plataformas de embarque e desembarque, criação de rotas, controle de tráfego aéreo e desenvolvimento de softwares.

Um dos grandes desafios da nova forma de transporte será normatizar o sistema. Até hoje, o uso de drones em áreas urbanas, por exemplo, gera polêmica, e não apenas no Brasil. Outra questão que vai precisar de debates é a segurança nos voos.



Parceria já vinha sendo estudada há alguns anos

O projeto é desenvolvido há alguns anos em parceria entre o Centro de Inovação de Negócios da Embraer, com sede em Melbourne (Flórida), e equipes no Vale do Silício, Califórnia, e Boston, Massachusetts.

Além da Embraer, a terceira maior fabricante de aeronaves comerciais, a Uber terá como parceiros a Aurora Flight Sciences, empresa americana de drones, e a Pipistrel, uma companhia eslovena de aeronaves leves.

Outros parceiros já anunciados pela Uber no projeto são a Mooney, uma empresa americana também de aeronaves leves; e a Bell Helicopter, de veículos militares.