Em 2017, o volume de pedidos via mobile cresceu além dos 35% – segundo números do Webshoppers.

Praticamente ¼ das vendas de e-commerce no Brasil se deram via dispositivos móveis, sejam smartphones ou tablets.

Mas o que explica esse crescimento, principalmente se levarmos em consideração os desafios da economia nacional nos últimos tempos?

Foi para responder a essa questão que o PayPal encomendou ao Opinion Box uma extensa pesquisa cujo objetivo principal é ajudar a entender os hábitos de consumo online dos chamados m-consumidores, ou seja, os brasileiros e brasileiras que fazem compras via dispositivos móveis.








Parte desse fenômeno pode ser atribuída à democratização do acesso 3G e 4G no Brasil.

Com isso, os smartphones cada vez mais desempenham o papel de principal ferramenta de acesso à internet, especialmente entre as classes menos abastadas.

De acordo com o IBGE, 92,1% do acesso à rede já são feitos por meio de dispositivos móveis.

O smartphone, diga-se, está se tornando o controle remoto do mundo – prova disso é que, no ano passado, 2,7 bilhões dos 7,6 bilhões de pagamentos que processamos foram realizados por meio de dispositivos móveis, cerca de 35% do total.

Mas os números que o Opinion Box identificou demonstram outros pontos muito importantes desse mercado, que avança sobre todas as outras modalidades de consumo, embora ainda tenha muito espaço para crescer.

Entre os 71% que fizeram compras nos 30 dias que antecederam a pesquisa, a quantidade média de compras via mobile foi 4,85 por respondente; enquanto que a média de compras via computador foi de 3,81.

O estudo quis saber também o fluxo das compras online entre o desktop e os dispositivos móveis.

E descobriu que 30% dos pesquisados disseram ter o hábito de iniciar uma compra no celular e terminá-la no computador; outros 20% fazem o caminho inverso, começam a compra no computador e termina no dispositivo móvel. Também foi investigado o fluxo de pesquisa que conclui na compra e 41% têm o hábito de pesquisar itens para comprar pelo smartphone ou tablet e fazer a compra pelo computador; e 30% costumam usar o método inverso, ou seja, pesquisar o produto/serviço pelo computador e comprar via mobile.