Mesmo sem acordo, termina greve dos Correios

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 8 de Maio de 2017 às 18:43

Com informações do G1 Campinas

Foto: Reprodução EPTV

As funcionários dos Correios de Campinas e região rejeitaram, em assembleia na tarde desta segunda-feira (8), a última proposta apresentada pela estatal, mas decidiram encerrar a greve que dura desde o dia 27 de abril. A informação é do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do município (Sintect).

A assembleia aconteceu na sede do sindicato e contou com 400 trabalhadores, segundo o Sintect. A categoria recusou a proposta dos Correios para poder levar as reivindicações no acordo coletivo, previsto para agosto. Os servidores iniciaram a greve para protestar contra demissões, fechamento de agências e privatização.

Na última quinta-feira (4), os funcionários dos Correios de Campinas fizeram um protesto na frente de uma loja de departamentos que pertence à família do presidente da empresa, Guilherme Campos, no Shopping Iguatemi, em Campinas.

A greve é nacional e a orientação dos sindicatos é para a categoria encerrar o movimento. Os funcionários do turno da noite já voltaram ao trabalho.

O que os funcionários querem

Os representantes dos trabalhadores pedem a retirada da mediação do TST sobre os planos de saúde, cancelamento da suspensão das férias, debate sobre a situação econômica da empresa, suspensão da entrega alternada e otimização de atividade interna, suspensão das ameaças de demissão motivada e privatização, suspensão do fechamento das 250 agências e a criação de comissão com a participação dos trabalhadores para tratar sobre o tema.

A estatal tenta implantar um novo formato para o plano de saúde dos funcionários, o Postal Saúde. A empresa alega que esse custeio é o responsável pela maior parte do déficit registrado nos últimos anos na estatal. Hoje, os Correios arcam com 93% dos custos dos planos de saúde e os funcionários com 7%.
A empresa voltou atrás em relação à decisão de suspender as férias dos trabalhadores. A estatal prevê a revogação da medida por 90 dias e disse que pagará até R$ 3,5 mil para os empregados que forem tirar férias em maio, junho e julho. O restante dos valores será parcelado. Os sindicatos querem que as férias sejam mantidas.
A estatal também disse que vai exigir compensação dos funcionários que faltaram nos últimos dias e descontar as ausências.