Motoristas de duas linhas de ônibus de Piracicaba estão com medo de trabalhar

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 11 de Janeiro de 2018 às 16:10

Com informações do G1 Piracicaba
Um problema que se repete em várias cidades tem acontecido em Piracicaba: motoristas sendo agredidos por “passageiros”.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano de Piracicaba afirma que os condutores que atuam nas linhas dos bairros Bosques do Lenheiro e Jardim Gilda sofrem ameaças diárias.





Foto: Claudia Assencio / G1




Há um motorista afastado desde 3 de janeiro após levar um soco no rosto de um homem que se negou a pagar a passagem.

O Sindicato enviou um ofício para a Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte para cobrar uma solução.

Uma das propostas do sindicato é colocar nestas linhas mais um funcionário para auxiliar os motoristas.

Depois de uma reunião com o sindicato e a empresa responsável pelo transporte público, a Via Ágil, a prefeitura informou que, além do reforço no patrulhamento, vai acompanhar por meio da Semuttran a situação nas linhas para coibir os usuários que tentam viajar sem pagar a tarifa.

A administração alega que, apesar da agressão sofrida por um motorista na quarta-feira, “há seis meses não foi registrado nenhum incidente nessas linhas, apenas ocorrências de jovens que entram nos coletivos e não pagam a passagem”.




O Bosques do Lenheiro e o Jardim Gilda passaram a ter linhas expressas de ônibus em agosto de 2016.

Na época, a prefeitura informou que a adição das duas linhas atendia a pedidos da população dos dois bairros e ia melhorar os deslocamentos entre o Terminal Central Integração (TCI) e os bairros.

A linha 126, que atende os moradores do Bosques, opera com 3 carros e transporta 61 mil passageiros por mês, segundo a Semuttran.

Já a linha 124 tem seis veículos, sendo três expressos com passagem pelo Bosques do Lenheiro, e transporta 54 mil pessoas.