Nova lei isenta Centro Boldrini de pagar pela coleta do lixo hospitar

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 27 de novembro de 2017 às 08:34

O Centro Infantil Boldrini não vai mais precisar pagar o preço público pelo serviço de coleta, tratamento e destinação de lixo hospitalar.

A instituição também estará livre de cobranças pendentes relativas aos mesmos serviços.

Com a medida, o hospital que é de referência no atendimento de crianças e adolescentes com câncer ou doenças no sangue, passa a economizar cerca de R$ 5 mil reais por mês.








A presidente do hospital, dra. Silvia Brandalise, disse que essa verba será utilizada para a importação de nova compra do medicamento Asparaginase, que ainda não está disponível no Brasil.

“Este quimioterápico é essencial no tratamento da leucemia linfoide aguda da criança e do adolescente”, ressaltou.

A isenção é um benefício concedido ao hospital, que é filantrópico e declarado como utilidade pública conforme a lei 4967, de 19 dezembro de 1979.

O serviço de lixo hospitalar é cobrado de forma independente da coleta de lixo domiciliar.

O resíduo hospitalar é coletado de forma diferenciada, em caminhões específicos, acondicionado em sacos brancos e encaminhado a tratamento e destinação especializados.

Não pode ser misturado ao lixo comum.




O Departamento de Limpeza Urbana (DLU) da Prefeitura coleta cerca de 200 toneladas por mês de resíduos hospitalares na cidade, em hospitais públicos e particulares, clínicas médicas, centros de saúde, entre outros.

O preço público do lixo hospitalar é de R$ 3.500,00 por tonelada.

O Centro Infantil Boldrini é o maior hospital especializado em câncer pediátrico da América Latina. Fundado em 1978 pelo Clube da Lady e construído exclusivamente com doações de empresas e da sociedade de Campinas e região.

Além do diagnóstico e tratamento de pacientes, também tem um papel importante em programas de educação e capacitação de profissionais de saúde.

O hospital tem 77 leitos, sendo que oito deles são de terapia intensiva e seis destinados ao transplante de medula óssea. Atualmente, o Boldrini trata cerca de 10 mil pacientes de diversas cidades brasileiras e alguns de países da América Latina.

A maioria (80%) é pelo Sistema Único de Saúde (SUS).