O Aeroporto de Viracopos e a Rodovia dos Bandeirantes, dois importantes marcos do transporte em Campinas

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 15 de janeiro de 2017 às 13:09

Foto: Google Imagens

 

O Aeroporto Internacional de Viracopos é um dos mais importantes do país. Teve suas obras iniciadas na década de 50 para ser uma alternativa ao então pequeno Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Sua concepção foi bastante estratégica e seguiu grandes técnicas internacionais onde aeroportos são instalados fora dos grandes centros urbanos porém são ligados por redes de deslocamento e traslados eficientes.

A localização de Viracopos também é bastante estratégica já que naquela região, antes chamada de Descampado, há uma das melhores condições climáticas do país. Há raríssima incidência de neblina e nevoeiro, permitindo que o aeroporto fique aberto o maior tempo possível. A ideia inicial era que Viracopos fosse o maior aeroporto do Estado e um dos maiores do país, recebendo os principais vôos nacionais e internacionais cujo destino fosse São Paulo. A ligação do aeroporto campineiro com a capital paulista era para ser feita por um trem metropolitano de alta capacidade e velocidade. Na época de sua inauguração, a única ligação era a Rodovia Anhanguera e a Estrada de Viracopos, hoje Rodovia Santos Dumont.

 

Foto: Google Imagens

A Estrada de Viracopos era muito perigosa por conta de seu terreno irregular. Com pista simples e grandes aclives e declives, muitos acidentes aconteceram sobretudo no grande declive do Parque São Paulo, nas imediações onde hoje está uma unidade do Sesi. A via foi duplicada apenas no final dos anos 80.

No início dos anos 70, com Congonhas não suportando mais o grande fluxo de vôos também pelo fato de não haver mais área para sua ampliação, Viracopos já deveria ser expandido para receber mais aviões, mas o então governador Paulo Maluf teve uma outra ideia: construir um novo aeroporto, mais próximo da capital paulista, e construir uma ligação rodoviária entre Viracopos e a capital, ao invés do projeto inicial do trem metropolitano.

 

Rodovia dos Bandeirantes em construção. Foto: Acervo O Estado de S. Paulo

 

Dessa forma, Maluf, em conjunto com o governo federal de Ernesto Geisel, resolveu transformar a base aérea de Cumbica em Aeroporto Internacional, na cidade de Guarulhos, e construiu a rodovia Hélio Smidt (SP-019), que liga os terminais até a Rodovia Presidente Dutra, levando até Marginal do Rio Tietê, também construída por ele. Já para ligar Viracopos à São Paulo foi construída a Rodovia dos Bandeirantes, que segue paralelamente à Via Anhanguera. Hoje, a Bandeirantes (SP-348) é a principal ligação do interior com a capital. Construída com modernos recursos de engenharia da época, a Bandeirantes cortou várias pedras e morros com o objetivo de eliminar o maior número de curvas possíveis, garantindo velocidade maior para os veículos. O enorme canteiro central também foi proposital, para que mais faixas de rolagem fossem construídas de acordo com o aumento do fluxo. Hoje, há trechos com até seis faixas em cada sentido, e ainda há espaço para a construção de mais uma.

Rodovia dos Bandeirantes em construção. Foto: Acervo O Estado de S. Paulo

 

Rodovia dos Bandeirantes em construção, na chegada à marginal Tietê. Foto: Acevo Instituto de Engenharia.

Com tudo isso, Viracopos acabou se tornando um aeroporto de “apoio” à Cumbica, já que a região de Guarulhos é muito suscetível a névoa baixa. Com os constantes fechamentos do novo aeroporto internacional, Campinas recebe os vôos de lá.

Brasil, São Paulo, SP. 28/10/1978. O presidente do Brasil, general Ernesto Geisel (de óculos, segurando faixa), participa da inauguração da Rodovia dos Bandeirantes, no estado de São Paulo. Pasta: 26876 – Crédito:WALDEMAR PADOVANI/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo imagem:24414

 

A inauguração do Aeroporto de Cumbica, nos anos 80. Foto: Acervo UOL.

 

Nos últimos anos houve um grande aumento no movimento aéreo brasileiro por conta da chegada das companhias de baixo custo, como a Gol e a Azul, essa última com sua base principal em Viracopos. Foi ela que ajudou a recolocar Campinas na rota internacional dos vôos e até auxiliou com informações na construção do novo terminal do aeroporto campineiro. Os traslados são feitos por diversas companhias de ônibus, sendo a Lirabus a principal delas. A Azul Linhas Aéreas também disponibiliza traslados para os passageiros de seus vôos. Confira todos os horários em nossa página especial: http://www.onibusdecampinas.com.br/aeroporto-de-viracopos-como-chegar-de-onibus-partindo-de-campinas-e-outras-cidades/

Vôo no Aeroporto de Viracopos, nos anos 70. Foto: Google Imagens.