Pesquisa encontra mais de 20 mil bactérias em celular

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 7 de novembro de 2017 às 08:50

O celular, hoje, tornou-se fiel companheiro: com ele dá para conversar, namorar, tirar fotos, escutar música e ainda ter uma companhia em qualquer lugar.

Porém, o que muitos esquecem, é que o cuidado com esse aparelho deve ir além de colocar películas ou capinhas de proteção; também é essencial dar atenção especial à limpeza dele e de seus acessórios.








Por andar por todo lado e ser colocado em qualquer lugar, ele pode abrigar inúmeras bactérias, fungos, vírus e até mesmo parasitas.

Foi esse o resultado de um estudo realizado pela DeVry | Metrocamp, que encontrou em dispositivos móveis microrganismos capazes de causar doenças como conjuntivite, intoxicação alimentar e até infecção urinária.

Finalizada na última semana, a pesquisa, realizada pela aluna do curso de Biomedicina, Claudia Tonetti, e pela orientadora, professora Dra. Rosana Siqueira, analisou 20 celulares, cinco tablets e suas respectivas capinhas de proteção.

Para torná-la ainda mais aprofundada, também foram avaliados 12 teclados e seus mouses.

Das 74 amostras, a contaminação mais alta foi observada no celular, com valor acima de 23.000 bactérias.

Staphylococcus aureus foi o microrganismo predominante, presente em 43% dos objetos.

No entanto, outros, tão importantes quanto, também foram encontrados, como Escherichia coli (famoso “coliformes fecais”), Shigella, Klebsiella pneumoniae, Bacillus cereus, além dos bolores e leveduras como Aspergillus spp e Candida spp.

De acordo com a professora Rosana, o grande problema está na falsa sensação de segurança ao utilizar capinhas protetoras.

“A falta de higienização das mãos dos usuários e o costume de emprestar para outras pessoas aumentam o risco de contaminação. Esses microrganismos encontrados são responsáveis por causar diversas complicações de saúde aos usuários como conjuntivite, furunculoses, abcessos, infecções de urina, intoxicação alimentar (diarreia, disenteria, dores abdominais, febre, vômitos, náuseas, entre outros), problemas pulmonares, rinite e micoses”, afirma.

Segundo ela, a melhor forma de prevenção é uma simples mudança de hábito: lavar as mãos antes das refeições, utilizar álcool em gel e, ao menos uma vez por semana, limpar os acessórios com álcool isopropílico ou 70%, mantendo-os em local seco e arejado.