Prefeito de Paulínia e secretários da cidade são levados para o Ministério Público de Campinas

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 9 de novembro de 2017 às 06:46

O Gaeco, Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado, braço do Ministério Público para investigações, faz na manhã desta quinta-feira uma operação contra corrupção ativa.

Mandados de busca e apreensão e condução coercitiva estão sendo cumpridos nas cidades de Paulínia e Sumaré.








O Batalhão de Ações Especiais de Polícia, o BAEP, também apoiou a operação com 106 policiais envolvidos em 28 viaturas.

São 11 condições coercitivas e 2 mandados de prisão.

Um dos alvos da operação é o prefeito de Paulínia, Dixon Carvalho.

Ele foi levado agora há pouco para a sede do Ministério Público, na Cidade Judiciária, em Campinas.

Além do prefeito, secretários da atual gestão, vereadores e assessores também foram conduzidos coercitivamente ao MP.

Há informações de que buscas e apreensões estão acontecendo na sede da Prefeitura de Paulínia, no bairro Parque Brasil 500, e também na Divisão de Licitações da Prefeitura de Sumaré.

Os dois mandados de prisão são para empresários da cidade.

Dixon foi cassado

A chapa de Dixon e o vice-prefeito, Sandro César Caprino, tiveram os mandados cassados por abuso do poder econômico pelo juiz eleitoral de Paulínia, Carlos Eduardo Mendes.

Isso aconteceu em setembro.

A decisão foi em primeira instância, e, enquanto recorrem da decisão, seguiam no governo.

Na ação, a justificativa é de que as contas eleitorais do prefeito e vice tinham desacordo entre o valor declarado no custeio da campanha política e aquele efetivamente colocado à disposição.

Também aponta elementos que seria inverídicos sobre o doador e também de acusa o prefeito infringir a norma que trata do limite do valor a ser doado.