Prefeitura diz que vai manter plano de expansão de Barão Geraldo, mas sem verticalização

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 12 de junho de 2017 às 13:09

Com informações do Correio Popular e CBN Campinas

Foto: César Rodrigues / AAN

A Prefeitura de Campinas não vai abrir mão de transformar a zona rural de Barão Geraldo em área de expansão urbana. “Isso é inevitável”, disse o secretário de Planejamento e Urbanismo, Carlos Augusto Santoro, em entrevista ao Correio Poopular.

A proposta da Administração é preservar a área de preservação permanente (APP) da Bacia do Ribeirão Quilombo e permitir a migração do rural para o urbano mediante projetos específicos e com pagamento de outorga. Os proprietários de terra não serão obrigados a fazer a migração, mas quem quiser, terá amparo legal.

Ao mesmo tempo em que há uma mobilização de moradores do distrito contra a medida, proprietários rurais estão fazendo movimento nas redes sociais em favor do aumento do perímetro urbano, porque consideram que a produção agrícola no distrito ficou inviável pela falta de segurança e dificuldade de mão de obra para trabalhar na terra.

Segundo a secretaria, a proposta da Administração para o novo Plano Diretor Estratégico é tornar a atual área rural em macrozona de expansão e desenvolvimento ordenado. Para isso, o plano vai regulamentar usos e atividades na área de expansão e também regularizar as áreas consolidadas de uso urbano na zona rural e fazer a compatibilização da acessibilidade e do uso do solo através de definição de parâmetros específicos.

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Prevê ainda a preservação do meio ambiente sustentável, com a definição de diretrizes e instrumentos específicos para proteção ambiental e do patrimônio histórico e cultural, além da identificação das áreas que deverão ser objeto de estudo para Regularização Fundiária de Interesse Social e Específico.

Parte dos moradores do distrito rejeita essa proposta. Além de rejeitar a expansão urbana, eles também querem impedir a verticalização e rejeitam a inclusão do distrito na Macrozona Macrometropolitana.

A Prefeitura já havia desistido de ampliar a permissão de verticalização além do que está previsto nas atuais regras, mas pode também rever a proposta de inclusão de parte do distrito na Macrozona Macrometropolitana.

O novo Plano Diretor Estratégico vai preparar a cidade para os próximos dez anos. Porém, não há prazo para ser votado – e nem se sabe se haverá dinheiro para tudo