Prefeitura reajusta valor do passeio de bonde no Taquaral em mais de 150%; Pedalinhos também sobem

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 8 de Fevereiro de 2017 às 20:50
Andar de bondinho e pedalinho no Parque Portugal, mais conhecido como Lagoa do Taquaral, em Campinas, pesará mais no bolso a partir deste fim de semana. As duas atrações passam a custar R$ 5,10 por pessoa, sendo que o passeio de pedalinho durará cinco minutos a mais, e a tarifa pode ser reajustada anualmente. Até então, o ingresso para andar de bonde custava R$ 2 e de pedalinho por 15 minutos, R$ 3, sendo que o cisne tem capacidade para duas pessoas e a caravelinha, para quatro pessoas. Com o aumento, o passeio de pedalinho em duas pessoas, por exemplo, sairá R$ 7,20 mais caro.
O decreto que estipula novos valores publicado nesta quarta-feira (8) no Diário Oficial do Município. O preço está embasado em Unidade Fiscal de Campinas (Ufic), que atualmente equivale a R$ 3,3297. Pelo documento, cada ingresso deve custar 1,5060 Ufic, sendo que centavos entre 0,01 e 0,099 devem ser arredondados para 0,10, e as novas tarifas devem estar expostas nos guichês onde os ingressos são adquiridos.
O documento ainda tornou sem efeito dois decretos que definiam tais preços, de 1983, que incluía tarifa para andar de chalana – um tipo de embarcação – na Lagoa e trenzinho no Bosque dos Jequitibás, e de 1989, que já não tinha referência à chalana, mas incluía valores de trenzinho nos dois locais turísticos. No decreto de 89, quando vigorava a moeda Cruzado Novo, a constituição do preço se embasava em Unidade Fiscal do Munícipio de Campinas (UFMC) calculada em Bônus do Tesouro Nacional (BTN), ambos extintos.
Frequentador da Lagoa, o estudante Enrico Dantas, de 20 anos, acredita que o novo preço somente é justificável com transparência, descriminando quais custos foram levados em consideração. “Se for aumentar de forma aleatória, é uma medida arbitrária”, disse. Já o engenheiro Miltom Flávio de Oliveira, de 43 anos, avalia que a Administração Municipal teve algum embasamento. “Se deixa o preço baixo, acaba com manutenção ruim. A caravela, por exemplo, deveria ser paga. O investimento aqui também vai muito do imposto, que tem uma reserva para a secretaria responsável, e aqui vem gente não só de Campinas, mas da região inteira”, observou.
A Secretaria Municipal de Serviços Públicos informou que apenas poderia dar detalhes sobre o novo preço e quando houve o último reajuste hoje, lembrando apenas que o valor arrecadado é destinado à manutenção dos equipamentos e melhorias. Enumerou ainda as intervenções feitas nos últimos quatro anos no parque, que incluíram a troca dos 20 pedalinhos em forma de cisne e a implantação das quatro caravelinhas, o desassoreamento da lagoa e a reforma dos bondinhos.

• Com informações do Correio Popular.