Prefeitura tenta – mais uma vez – lançar licitação dos pontos de ônibus

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 10 de Janeiro de 2018 às 05:42

Com informações do Correio Popular
A Emdec enxugou a proposta de concessão dos pontos de ônibus em Campinas e relançou ontem nova concorrência para a privatização dos abrigos.

É a terceira vez que a Administração tenta passar para a iniciativa privada a implantação e manutenção desses equipamentos e, para isso, reduziu de R$ 4 milhões para R$ 500 mil o valor da outorga inicial, cortou pela metade o número de abrigos que serão concedidos, de 1,8 mil para 900, e cancelou a obrigatoriedade do concessionário implantar 3 mil totens informativos de horário e itinerários.





Foto: Reprodução EPTV




Assim, a concessão, que antes atingiria toda a cidade, ficará restrita a um raio de 5 quilômetros da região central e aos principais corredores de transportes da cidade.

A Emdec vai receber da concessionária os atuais abrigos que estão nesses locais, reformados, e instalar em outras áreas da cidade. A Administração, com os recursos que receberá da concessão, assumirá a implantação dos totens.

A primeira tentativa de licitação dos abrigos ocorreu em janeiro do ano passado, mas ninguém apresentou proposta, especialmente pelo alto valor da outorga inicial.

Na segunda tentativa, a licitação foi suspensa por determinação do Tribunal de Contas do Estado após questionamento de duas empresas.

Os R$ 4 milhões de outorga pedidos inicialmente afastaram interessados.

O contrato será por 20 anos, com valor estimado em R$ 27,3 milhões, outorga de inicial de R$ 500 mil.

A Secretaria de Transportes receberá ainda uma outorga mensal de 6% da receita da publicidade dos abrigos e 10% sobre receitas acessórias.

A receita do concessionário virá da exploração publicitária dos abrigos.

A Prefeitura decidiu conceder os pontos de ônibus à iniciativa privada para poder resolver problemas atuais como a falta de padronização dos abrigos e placas existentes, poluição e falta de identidade visual, ausência de demarcação dos locais de parada que dificultam os usuários e operadores de transportes, o custo e dificuldade para manutenção dos mobiliários existentes.

Foto: Thomas Marostegan / Metro Jornal




O projeto prevê que os abrigos serão cobertos, com bancos de assentos individuais, assim como para pessoas obesas, e espaço para cadeirantes.

O piso seria em concreto com sinalização tátil de alerta e direcional, demarcando o local de embarque, iluminados com LED e disponibilidade de tomadas tipo USB para carga de celular e lixeiras.

O padrão é o mesmo dos abrigos que estão instalados na Avenida Francisco Glicério.

A motivação da concessão é a melhoria da infraestrutura de mobilidade urbana dos pontos de parada de ônibus, com requalificação e padronização dos equipamentos, além da garantia da manutenção, conservação e limpeza dos mobiliários.

Além disso, há a motivação financeira, com a obtenção de receita com a outorga de concessão e participação mensal na receita publicitária, além da desoneração dos custos públicos dos serviços de manutenção e conservação.