Reintegração de posse da Ocupação Nelson Mandela começa em Campinas

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 28 de Março de 2017 às 08:24

Com informações do G1 Campinas / EPTV / Correio Popular

Foto: Reprodução EPTV Campinas

Começou hoje a retirada das mais de 600 famílias que ocupam o terreno da antiga cerâmica Argitel, no Jardim Capivari, em Campinas.

Uma mega operação com 400 policiais militares, oficiais de justiça, SAMU, bombeiros e até o helicóptero Águia faz, desde às 4h30 desta terça-feira (28/03) o trabalho de remoção dos moradores que estão na área desde julho de 2016.

Os vizinhos disseram que, no bairro, eles podem deixar as casas e seguir para o trabalho, por exemplo, mas ninguém pode entrar na área cercada pelos policiais nesta manhã. A imprensa está concentrada em um local atrás da barreira formada pelos PMs.

No começo da ação, uma bomba lançada teria ferido levemente um policial militar. Ele passa bem.

A reintegração foi pedida pela empresa Cerâmica Argitel Ltda, dona da área. Os manifestantes alegam que pretendem adquirir a área, que não seria ocupada há 40 anos. De acordo com os manifestantes, na ocupação existem 282 crianças, 141 adolescentes, 28 gestantes, 24 idosos, cinco cadeirantes e centenas de adultos.

Um grupo de parlamentares e advogados dos moradores se reuniram com o coronel da PM Marci Elber para tentar uma solução pacífica para o cumprimento da ordem judicial.

A Polícia Militar informou, por meio de nota, que participou de reuniões prévias com oficiais de Justiça, representantes e advogados dos moradores, além de vereadores para discutir a desocupação ao longo das últimas semanas.

Segundo a corporação, as reuniões serviram para os policiais informarem sobre a ação desta terça-feira, para explicar como seria feito para garantir a segurança dos oficiais de Justiça, e outras pessoas que atuam na reintegração de posse, além da segurança dos moradores.

O advogado dos moradores, Alexandre Mandl, disse que os moradores ficaram sabendo da reintegração pela imprensa e que dificultarão os trabalhos da polícia. Uma questão levantada pelo grupo é que não sabem para onde irão com a saída forçada.

“Não foram apresentadas questões de segurança para cumprir essa reintegração de posse, número de políciais, estratégias que serão adotadas. As famílias não foram comunicadas, ficaram sabando da reintegração pela imprensa”, disse o advogado.