Santa Casa de Limeira agora vai captar córneas para transplante

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 19 de outubro de 2017 às 08:55

Com informações do G1 Piracicaba
Santa Casa de Limeira fez a primeira captação de córneas do ano na unidade.

Para oferecer o procedimento, médicos e enfermeiros fizeram um treinamento com membros do Hospital de Clínicas da Unicamp sobre os métodos cirúrgicos e formas de abordagem aos familiares de possíveis doadores.





Foto: Reprodução EPTV




Segundo a assessoria de imprensa da Santa Casa, o procedimento já foi feito anteriormente, mas não era realizado há pelo menos dois anos.

Agora, com o intenso treinamento da equipe, a expectativa é aumentar a quantidade de captações para ajudar a reduzir a fila nacional de pacientes que precisam de transplante.

Depois da retirada, as córneas são transportadas para o Hospital de Clínicas da Unicamp, que está incluído no Sistema Nacional de Transplantes.

Da Unicamp, os tecidos são encaminhadas para o hospital que fará o transplante no primeiro paciente da fila.

Ou seja, o tecido retirado em Limeira pode ser transplantado em qualquer cidade do país que abrigue o próximo recebedor.

A fila para transplante de córnea tem, atualmente, 10,2 mil pessoas.

Só no estado de São Paulo, 3,2 mil pacientes aguardam novas córneas.




A Santa Casa participa do programa Transplante Fila Zero e a equipe realiza treinamentos mensais com os médicos da Unicamp.

Além de um neurocirurgião, há enfermeiros e uma biomédica no grupo responsável pelas captações de córnea.

Diferentemente da captação de órgãos, como coração, rim e fígado, a córnea não precisa ser transplantada em até seis horas após o óbito do doador.

Segundo a assessoria da Santa Casa, a captação tem que ser feita em até seis horas, mas o transplante pode se alongar, tendo em vista que o tecido aguenta mais tempo em armazenamento.

Além disso, os doadores podem ter de 2 a 80 anos.

Porém, pessoas que tiveram doenças contagiosas, que tenham morrido por infecção generalizada ou qualquer outra doença oftalmológica não podem doar.

Segundo a Santa Casa, outro facilitador para a doação de córnea é a causa da morte do doador.

No transplante de órgãos, o doador precisa ter morte encefálica (cerebral) constatada. Isso porque, apesar do fim da função cerebral, outros órgãos podem estar em bom estado.

No caso do transplante de córnea, essa restrição não ocorre, já que pacientes que morreram por doenças cardiorrespiratórias também podem doar.

A Santa Casa informa que essa é a causa de cerca de 30% dos óbitos em hospitais.