Sistema InterCamp

A cidade de Campinas é atendida atualmente pelo sistema InterCamp, criado em 2005 pelo então secretário de transportes Gerson Luis Bittencourt, no início do governo do então prefeito Hélio de Oliveira Santos. O novo sistema foi criado já pensando na licitação do setor, que ocorreu meses depois. O novo sistema previa a implantação de várias estações de transferência com estrutura de miniterminais, oito corredores e nova comunicação visual.

O InterCamp fez uma nova divisão das áreas operacionais na cidade, que passou de 6 para 4, e cada uma ganhou uma cor para identificação visual. A área 1 é identificada pela cor azul claro, a área 2 pelo vermelho, a área 3 pelo verde e a área 4 pelo azul escuro. Dois consórcios e duas empresas venceram a licitação para operação do sistema por dez anos, renováveis por mais 5.

Ao longo do tempo a prefeitura foi modificando o projeto inicial do InterCamp e parte do que estava previsto aguarda implantação. Dos oito novos corredores previstos, apenas os corredores do Centro e da Avenida Lix da Cunha foram implantados. O corredor preferencial de Sousas foi desfeito. Dos demais, ainda não houve implantação. Também não houve reforma do Corredor Amoreiras até o presente momento.

O projeto das estações de transferência sofreu alterações ao longo da implantação. As estações atualmente contemplaram determinados pontos de ônibus já existentes com novas coberturas num estilo padrão, com a instalação de lixeiras, acabamento em vidro (algumas) e floreiras (algumas). O conceito de miniterminais com instalação no canteiro central de grandes avenidas acabou mudando para pontos estendidos nos canteiros centrais de algumas poucas vias, sobretudo no Centro. As grandes estações que estavam previstas, inclusive com linhas alimentadoras, passaram a ser pontos de ônibus mais capacitados.




O InterCamp integrou o sistema alternativo ao sistema convencional. No começo, 513 operadores autônomos se organizaram em cinco cooperativas (Altercamp, Cooperatas, Cotalcamp, Coopercity e Copperselc) para operarem trinta linhas repassadas. Nas primeiras semanas houve operação compartilhada entre ônibus e perueiros, e depois ficaram apenas os perueiros. Muitos desistiram e outros foram cassados por mau prestação de serviço.

De todas as linhas urbanas, sete são noturnas, com operação entre 0h30 e 5h, dez terminais, sendo seis integrados e quatro abertos, 24 estações de transferência e cerca de 1200 veículos em operação, entre ônibus, midibus e micro-ônibus.

O gerenciamento do sistema é feito pela EMDEC – Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas, da prefeitura. Há uma Câmara de Compensação Tarifária, com depósito único de todo o sistema a fim de garantir o equilíbrio operacional. A prefeitura ainda concede subsídio às empresas e às cooperativas, apesar do valor ser muito aquém do necessário.

A linha S515 era do Vida Nova.

O sistema seletivo foi extinto em 2010 e os operadores foram repassados ao sistema convencional. A maioria desistiu da operação pouco tempo depois.

Não há sistema de integração com o sistema metropolitano ou com outros sistemas da região.