Unicamp terá cotas étnico-raciais para o Vestibular 2019

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 23 de novembro de 2017 às 07:24

Com informações do G1 Campinas
O Conselho Universitário da Unicamp aprovou a proposta para implementação das cotas étnico-raciais no vestibular 2019.

A reunião aprovou também outras medidas que começam a valer a partir do ano que vem, e também projetos para o futuro.








O órgão máximo de deliberação da universidade também aprovou a criação de um vestibular indígena.

Em 2019 e 2020 ele será facultativo, porém, a adesão das unidades de ensino será obrigatória a partir de 2021 e o sistema de ingresso poderá ser feito por meio da criação de “cadeiras extras” ou direcionamento de oportunidades não preenchidas na primeira chamada.

Entre os cursos que devem estar disponíveis estão medicina medicina, ciências biológicas, farmácia, enfermagem, educação física, nutrição, ciências sociais, letras, linguística, pedagogia, geografia, história, filosofia, administração, comunicação social – midialogia e engenharia agrícola.

Outra proposta já aprovada pelos conselheiros é a criação de vagas extras para destaques em olimpíadas que tenham pelo menos abrangência nacional.

O número de oportunidades aumentará em até 10% por curso, e a competição será restrita aos inscritos neste grupo – o candidato deve ter ficado, no mínimo, no terceiro lugar.

O Programa de Ação Afirmativa e Inclusiva (Paais), aplicado desde 2005 na universidade, também será reformulado e o bônus deve ser somado à nota final de cada fase do exame da seguinte maneira: 40 pontos para estudantes que cursaram todo o ensino médio na rede pública, e 20 pontos para os que fizeram todo o ensino fundamental II em unidades públicas.

Para os estudantes que realizaram ensino fundamental II e ensino médio na rede pública, portanto, serão incorporados 60 pontos às notas das provas.

Por outro lado, autodeclarados pretos, pardos e indígenas deixam de ser contemplados no Paais, diante da inclusão de novas formas de acesso.