Valinhos confirma 16 casos de leishmaniose canina e 114 em investigação

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 23 de junho de 2017 às 11:23

Com informações do G1 Campinas e Prefeitura de Valinhos
Valinhos confirmou os registros de 16 casos de leishmaniose visceral canina que resultaram em cinco mortes. O primeiro, segundo a assessoria da Prefeitura, ocorreu em maio e há 114 animais em apuração. Não há prazo para divulgação dos resultados.

Entre todas mortes contabilizadas, uma foi após eutanásia em virtude de “estado avançado de sofrimento”, informou a administração. Seis animais dependem de avaliações para saber se há condições para tratamento e não há informações sobre o estado de saúde de outros cinco animais.

As contaminações dos animais ocorreram em três regiões do município. “Segundo os médicos veterinários, o primeiro caso de Leishmaniose Visceral canina foi registrado em maio, no Jardim Paraná, a partir de notificação de uma clínica veterinária particular. Logo após, outros casos foram confirmados nos bairros Nova Suíça e Clube de Campo”, diz nota.




Foto: Reprodução RBSTV

O que é essa doença de nome estranho?

A enfermidade é causada por um protozoário transmitido por meio de picada da fêmea do mosquito-palha infectado – Lutzomyia longipalpis. A espécie também ataca humanos e a doença pode levar à morte em 90% dos casos, quando não é tratada, informou a administração. Por enquanto não há casos suspeitos de moradores com a doença.

Entre os principais sintomas provocados pela doença em humanos, informou a assessoria da Prefeitura, estão febre de longa duração, aumento do fígado e baço, perda de peso e fraqueza.

Já em cães, ela também causa a perda de peso, queda de pelos, lesão nos olhos, crescimento e deformação das unhas, além de paralisia das pernas e desnutrição.

“Um ou mais desses sintomas podem começar a se manifestar em até dois anos, porém, mesmo sem a manifestação da doença o cão infectado pode transmitir o protozoário ao mosquito, porque fica alojado mais em nível cutâneo. Já em humano a transmissão não é registrada, pois a doença acomete mais as vísceras”, diz a prefeitura.

A administração informou que a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) registra, desde 2013, a presença do mosquito vetor no município. A suspeita é de que a chegada de um cão contaminado em área endêmica tenha possibilitado a proliferação da enfermidade.

A Prefeitura destacou que o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) faz gratuitamente a coleta de exame para investigação da leishmaniose visceral. O material é levado para o Instituto Adolfo Lutz e os resultados costumam levar 15 dias.

Os interessados devem fazer o agendamento pelos telefones (19) 3829-1252 ou 3829-2197.