Vandalismo: prejuízo de R$ 325 mil para as empresas de ônibus em Campinas

Postado por Redação Ônibus de Campinas em 10 de abril de 2017 às 18:58

Com informações da Transurc e CBN Campinas

Um levantamento feito pela Transurc (Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas) aponta que, no primeiro trimestre deste ano, os atos de vandalismo cometidos contra veículos do transporte coletivo da cidade provocaram um prejuízo de R$ 325 mil.

Os atos geram problemas como bancos rasgados, lacres de emergência violados, pichações e vidros quebrados. Além disso, os veículos podem deixar de circular por até três dias para que sejam realizados os reparos necessários. Por conta da alta incidência, as empresas registram boletins de ocorrência somente nos casos considerados mais graves. Foram 31 até agora.

Na VB1, por exemplo, o custo com o conserto de alçapões, bancos danificados, lacres rompidos e vidros chegou a R$ 81,2 mil no período de janeiro a março. Os danos mais comuns são cortes dos tecidos dos bancos com estilete. Os bancos são almofadados e não há como reaproveitá-los, é preciso reformá-los por completo. Também é comum entre os vândalos arrancar e chutar encostos.

Na VB1, são reformados em média 20 bancos por dia. “Por causa do vandalismo, um carro pode ficar dois ou três dias fora de operação, para a realização dos serviços de manutenção”, informa Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc). “Os casos são tantos que as empresas registram em Boletim de Ocorrência apenas os casos mais graves”, revela.

Pichações em bancos e lataria são outro problema comum. Os vândalos picham a carroceria interna e externamente. Dependendo da tinta, retira-se a sujeira com produtos à base de solvente, mas ocorre também de usarem material cortante. Nesses casos, as inscrições não saem.

Barddal lembra que o vandalismo afeta principalmente quem mais depende de transporte público: a população. “Quando não ficam inutilizados, esses ônibus precisam ser retirados das ruas para reparos”, afirma. Os veículos avariados representam um custo para as empresas que poderia ser revertido em novos veículos e na melhoria do sistema.

Na Itajaí Transportes Coletivos, o vandalismo também traz impactos para empresa e para a população. Casos mais graves, como quebra de vidros e danos à carroceria, acontecem aos fins de semana, especialmente quando há festas conhecidas como ‘pancadões’ e em dias de jogos de futebol. Já pichações acontecem praticamente todos os dias. Em média, cinco carros voltam das ruas todos os dias com esse tipo de ocorrência. “Buscamos sempre oferecer um transporte de qualidade, mas com quando um ônibus é danificado ele fica fora de operação e quem acaba prejudicada é a população”, afirma. No fim do ano passado, a Itajaí chegou a ter nove ônibus parados por causa de vandalismo.

Vandalismo? Crime!

Há uma lei municipal (nº 15.111, promulgada no fim de 2015), que estabelece que pessoas flagradas cometendo atos de vandalismo contra ônibus podem pagar multa equivalente a R$ 2.400,00.

São considerados atos de vandalismo: pintar, pichar, grafitar, rabiscar, escrever, desenhar, utilizando qualquer tipo de material que altere a característica original do veículo. E também: depredar, deteriorar, danificar e inutilizar ônibus, por meios próprios ou com o auxílio de qualquer objeto.

Além da multa, serão cobrados os gastos com a limpeza e a restauração do ônibus. A multa poderá ser substituída pela pena de limpeza e/ou restauração, caso o infrator repare imediatamente o dano causado e não seja reincidente.

Em caso de reincidência, a multa será dobrada na primeira reincidência e quadruplicada a partir da segunda reincidência. Caso o infrator seja menor de idade, seus responsáveis legais responderão solidariamente pelos danos.