Pets | Vai interagir com um cachorro pela primeira vez? Então saiba o que você não deve fazer

Se você é um amante de cachorros, provavelmente tem vontade de fazer amizade com qualquer peludo que conheça na rua, seja ele de raça, vira-lata, de colo, de grande porte ou o que for. E ainda que esse impulso venha de um carinho genuíno pela espécie canina, é super importante saber como abordar um cachorro desconhecido.

Com o aumento da discussão sobre adoção de cachorros de rua ou em situação de maus-tratos, é fundamental entender que uma interação errada pode significar um risco para você e para o animal. Muitas vezes, um animal aparentemente tranquilo pode ter algum tipo de trauma ou fragilidade que pode desencadear um comportamento agressivo a partir de gatilhos inesperados. Pensando nisso, compilamos uma lista a partir de relatos reais de tutores, sobre situações que estressam o animal (e seu tutor) durante passeios.

Se você ama cachorros e se preocupa com o bem estar dos bichos, vale a pena ler essa lista com atenção e coração aberto. E se você já se viu praticando algum desses comportamentos, não precisa se sentir mal. Todo mundo já cometeu esses erros. Apenas com informação e empatia a gente vai entendendo como se portar para ter interações cada vez melhores com todos os doguinhos que surgirem no nosso caminho.

Agora, vamos à lista do que não fazer ao conhecer um cachorro pela primeira vez:

1. Não faça carinho do nada

Você está andando na rua e um cachorro lindo passa cheirando o seu pé. O primeiro reflexo é fazer um carinho no dorso do animal, mas essa pode não ser uma boa escolha. Alguns cachorros não gostam de ser tocados em certas partes do corpo e podem ter algum tipo de trauma ou sensibilidade que você não conhece. Além disso, ser tocado pelo alto por um estranho em um ponto vulnerável pode ser entendido como o início de uma agressão. E você não quer tomar uma mordida, quer?

A melhor opção (que vai se repetir muito nessa lista) é perguntar ao tutor se o cachorro aceita receber carinho, e agir de acordo com o que o tutor disser. Anotado?

2. Não deixe seu próprio cachorro se aproximar demais

A ideia de que os cachorros resolvem seus problemas por conta própria só funciona até um cachorro se machucar sério. Como o tutor de uma cachorra pequena e bem reativa, já passei por inúmeros momentos em que outros tutores insistem em forçar uma interação que a minha cachorra simplesmente não quer.

O problema é que o comportamento do cão acuado pode despertar o senso de autopreservação do outro cão, mesmo que este geralmente seja tranquilo. Por mais que o seu próprio cachorro seja um lorde, caso você perceba qualquer sinal de agressividade do outro animal, não incentive seu cachorro a interagir, para o bem de ambos.

3. Não incentive seus filhos a tocarem no cachorro

“Olha que cachorrinha linda, filha! Faz carinho nela!…” A quantidade de cachorros que tem medo específico de criança é enorme, e não é pra menos. Aos olhos dos cachorros, crianças são basicamente pessoas pequenas e barulhentas, de movimentos erráticos completamente imprevisíveis. A interação entre cachorros e crianças é maravilhosa para o desenvolvimento infantil, mas é importante que seja supervisionada e com um cachorro dessensibilizado, capaz de aguentar as brincadeiras e reações inesperadas dos pequenos.

Já uma interação negativa (em especial uma mordida) pode machucar e gerar um trauma nada legal de se ter na infância. E como crianças não usam coleiras, cabe aos pais ficarem atentos se seus filhos estão se aproximando demais de um cachorro que pode se assustar.

4. Não dê comida ao cachorro

É impossível repetir isso o bastante: por favor, por favor, não alimente o cachorro de alguém sem perguntar para o tutor o que ele come. Claro, só queremos agradar o animal com uma coisa gostosa e talvez ganhar algumas lambidas, mas alguns cachorros têm alergias sérias a certos alimentos ou simplesmente se recusam a comer a alimentação que devem depois de provar algo mais saboroso.

Isso sem falar nos casos mais comuns e escatológicos de intestino desregulado que vão sobrar para o tutor (ou pro tapete, sofá, almofada da sala…).

5. Não lata ou rosne para o cachorro (É sério!)

Se você é uma pessoa com pleno controle das suas faculdades mentais e se depara com um cachorro latindo enlouquecidamente, o que você faz? Late de volta?

Parece contraditório, mas é o que muita gente faz quando passa por um cachorro latindo e puxando a coleira.

Por mais que seja só uma brincadeira, o comportamento é exatamente o pior que pode acontecer com um animal que já está se sentindo inseguro e, por isso, tentando afastar potenciais agressores com seu latido. “Agora, além de todos os barulhos e movimento da rua, tem um animal grande me encarando e dando sinais de que vai me atacar”. Pronto. O que podia ser um momento passageiro de medo escala para um descontrole completo do animal, que vai passar a latir com ainda mais vigor e tentar avançar em qualquer coisa que passe por perto.

6. Tá, mas então como faz?

De maneira geral, uma boa aproximação começa com o próprio cachorro vindo até você. Não faça movimentos bruscos ou sons repentinos, e não fixe o olhar no animal. Se possível, fique de lado pro bicho, não de frente, para parecer ainda menos interessado. Deixe o cachorro cheirar você e pergunte ao tutor se pode fazer carinho. E mesmo assim, cada caso é um caso e cada dog é um dog, então a regra de ouro é perguntar ao tutor. Alguns cachorros gostam de um tipo de carinho e detestam outro, ou se assustam com coisas inesperadas, como pessoas de boné ou carrinhos de bebê. Seguir as orientações do tutor é a maneira mais segura de interagir com um cachorro e, quem sabe, fazer um novo amigo.

Bônus:
7. Não critique, maltrate ou agite ainda mais um cachorro (ou tutor) que parece em uma situação difícil no passeio

Muitos adotantes resgatam animais de rua com traumas e dificuldades de comportamento, e fazem o possível para tornar a vida dos bichos mais saudável, tranquila e feliz. Existem infinitos motivos que fazem um cão se “comportar mal” no passeio. Todo mundo (inclusive os bichos) tem uma história que a gente não conhece, então seja compreensivo. Aquele cachorro que parece super agressivo e malcriado pode ser apenas um bicho fazendo seu melhor para lidar com os traumas e medos de uma vida difícil.

As informações são do Hypeness.

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